sexta-feira, 17 de junho de 2011

Convulsão e epilepsia em sala de aula.


Diferença entre convulsão e epilepsia


Convulsão não é doença. É uma manifestação clínica aguda em decorrência de alguma causa conhecida (infecciosa, traumática, tóxica, distúrbio metabólico, tumores cerebrais).

Epilepsia, por sua vez, é uma doença que necessita tratamento específico contínuo com medicamentos, por longos períodos (anos).

Características da convulsão

A convulsão apresenta duas características distintas. A primeira, denominada crise tônica, consiste numa rigidez muscular persistente e prolongada; a segunda, chamada de crise clônica, consiste de movimentos ininterruptos de qualquer segmento muscular. Uma terceira característica é a manifestação conjunta, chamando-se por isso crise tônico-clônica.

Características da epilepsia

A epilepsia pode se manifestar de forma generalizada – com crises de ausência (desligamento súbito), movimentos mioclônicos (movimentos rápidos dos músculos) e crises atônicas, clônicas, tônicas, ou tônico-clônicas – ou de forma parcial. Esta pode ser simples (sem comprometimento da consciência) ou complexa (acompanhada de alteração da consciência). Associada a esses movimentos anormais, poderá haver alteração ou perda temporária da consciência.

As crises epilépticas podem ser generalizadas, quando comprometem todos os segmentos do corpo; ou localizadas ou focais, quando acometem parte do corpo, como: face, olhos, língua, pescoço, membro superior, membro inferior ou hemicorpo (um dos lados do corpo).

O que acontece com o cérebro durante uma crise de epilepsia

A epilepsia é uma disfunção cerebral recorrente (que se repete) e se dá a partir de uma descarga eletroquímica súbita, breve e anormal num grupo de neurônios. Essa descarga pode ser determinada por alterações anatômicas (lesões) ou funcionais. A epilepsia não costuma estar relacionada a eventos toxicometabólicos ou febris.

Neurônios fazendo sinapse



Frequência da epilepsia


A epilepsia atinge cerca de 1% a 5% da população geral. É mais frequente no sexo masculino e na infância.

Segundo estatísticas do Hospital Albert Einstein, 1,2% dos pacientes atendidos no ambulatório de neurologia infantil tem epilepsia. Do total de pacientes do hospital com alguma afecção neurológica, 35% têm epilepsia.


Causas da epilepsia

•Processos inflamatórios ou infecciosos intracranianos

•Malformações cerebrais

•Contusões cerebrais

•Hemorragias e isquemias cerebrais

•Tumores do sistema nervoso central

Epilepsia e transtornos mentais

Conforme relatos em estudos populacionais, a incidência de transtornos mentais em pacientes epiléticos está na faixa dos 30%. É bom lembrar que existem casos de pacientes epilépticos que têm deficiência mental devido a certas encefalopatias crônicas.


Para que servem os medicamentos anticonvulsivos

•Controlar as crises epilépticas, procurando-se manter o paciente livre delas.

•Auxiliar na volta do paciente às suas atividades normais, como escola, trabalho, lazer, esporte e convívio familiar.

•Recomenda-se o uso de medicamentos com o menor número possível de efeitos colaterais.
Como agir diante de uma vítima de crise epiléptica

É comum ficar assustado diante de alguém que esteja convulsionando com uma crise epiléptica, pois é algo diferente e amedrontador. Listamos a seguir o melhor procedimento de primeiros socorros, conforme apresentado no site Tua Saúde.

"Quando alguém apresenta sintomas de epilepsia, o mais importante nos primeiros socorros é permitir que o indivíduo fique o mais confortável possível e não se machuque ao se contorcer durante as convulsões. Por isso:

•"Coloca-se a vítima de lado, na posição de segurança [deitada de lado sobre o ombro], para respirar melhor e não sufocar caso vomite;

•"Coloca-se um apoio embaixo da cabeça [travesseiro, casaco dobrado…] para prevenir que o indivíduo bata a cabeça no chão e cause algum traumatismo;

•"Deixe que os membros se contraiam. Não se deve segurar os membros, isso evita roturas musculares ou mesmo ósseas.

"As crises em média duram entre 2 e 3 minutos, mas caso durem mais do que este tempo ou se repitam a seguir, é necessário ligar para o 192, para ser encaminhado ao hospital e se fazerem exames.

"De forma geral, um epilético que conhece a sua doença possui um cartão informando a sua condição com dados sobre o medicamento que toma, o telefone do médico ou familiar que deve ser chamado e até mesmo o que fazer em caso de crise convulsiva.

"Após uma crise de epilepsia, é normal que a pessoa demore de 10 a 20 minutos num estado de apatia como se estivesse adormecida. Nem sempre o indivíduo tem consciência do que aconteceu, por isso dispersar as pessoas para permitir a circulação de ar e a recuperação do epilético sem constrangimentos é importante." (O QUE FAZER..., 2011)


Epilepsia e aprendizagem


É comum pensar que alguém que sofre de epilepsia tenha dificuldades de aprendizagem ou mesmo deficiência intelectual (DI). A DI pode ser acompanhada de epilepsia em virtude de complicações neurológicas. A epilepsia não é a causa primária da DI, como afirmam os pesquisadores da área. No artigo "O estigma começa na infância", indicado a seguir, você pode encontrar mais informações sobre este assunto.


Existem medicamentos que trazem efeitos colaterais que podem afetar a atenção, o comportamento e a memória. Os pais devem buscar medicações com o mínimo possível de efeitos colaterais, conforme mencionado anteriormente.

Outro problema que a epilepsia pode causar na criança é a insegurança por medo de ser ridicularizada perante os amiguinhos. A vergonha é um fator que pode contribuir para que ela apresente dificuldades de aprendizagem. São, portanto, sintomas de ordem emocional, não fisiológica. O professor, a família e os amigos podem ajudar nesse caso. Um profissional habilitado também pode ajudar, e muito, a criança em questão a se aceitar como é e aprender a conviver com o problema.

Endereços que valem a pena ser visitados


Epilepsia – Blog Científico

epilepsia.pt

Harvard Medical School – Portugal Program

"O estigma começa na infância" – CInAPCe

"Qualidade de vida na epilepsia infantil" – Scielo Brazil



Referências bibliográficas



O QUE fazer na crise de epilepsia. In: TUA saúde. abr. 2011. Disponível em: . Acesso em: 15 jun. 2011.

TOPCZEWSKI, Abram. Convulsões na infância e adolescência: como lidar? São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003.


FONTE DE PESQUISA: http://www.educacaoadventista.org.br/educadores/educacao-especial/783/convulsao-e-epilepsia-em-sala-de-aula.html

O que é dislalia e qual o tratamento?

A dislalia (do grego dys + lalia) é um distúrbio da fala, caracterizado pela dificuldade em articular as palavras.
A dislalia (do grego dys + lalia) é um distúrbio da fala, caracterizado pela dificuldade em articular as palavras. (Imagem: Shutterstock)

Quando a criança apresenta problemas de articulação dos fonemas, ela pode transferir os erros orais para a escrita. Saiba como identificar esse distúrbio. Para compreender a dislalia é interessante abordarmos alguns aspectos da construção da linguagem, que pode ser receptiva (de fora para dentro) e expressiva (de dentro para fora). A linguagem não se resume à fala. Ela pode ser também gestual, escrita e Braille.


Pelas ilustrações abaixo, podemos observar a evolução normal da linguagem. Percebe-se que, nos adultos, o hemisfério esquerdo do cérebro é dominante para a linguagem, o que não acontece no caso dos bebês. Essa dominância é construída durante o desenvolvimento da criança até a fase adulta.

Etapas normais da aquisição da linguagem



0-3 meses: Produção de sons (choro/consolo, gritos, barulhos); distingue sons familiares.

4-6 meses: Discriminação de sons da fala, compreensão de palavras (balbucio) e de expressões faciais; produção de vogais e, posteriormente, de consoantes.

7-9 meses: Balbucio reduplicado (“bababa”) de forma interativa e produção gestual comunicativa (aponta para os objetos).

10-12 meses: Primeiras palavras reais + jargão (balbucio com fala); contato visual, expressões faciais, vocalizações e gestos (se faz entender por meio dessas formas de comunicação antes mesmo de falar).

12-18 meses: Produção de 10 a 50 palavras e algumas frases de duas palavras – chama a atenção para receber uma resposta verbal do adulto.

2 anos: Produz de 150 a 200 palavras e frases de 2 a 3 palavras.

3 anos: Formula sentenças gramaticalmente completas (com artigo, preposição e plurais); formula questões.

4 anos: Formulação sintática clara. Completa inteligibilidade é esperada aos 4 anos e 6 meses (meninas em média um pouco antes) para a fonologia do português e do inglês.


Competências

Para que a capacidade da linguagem se estabeleça, o sujeito deverá adquirir as seguintes competências, que dependem umas das outras:

• sensação: capacidade de sentir o som;

• percepção: capacidade pela qual se reconhece o som;

• elaboração: capacidade de reflexão sobre os sons percebidos;

• programação ou organização das respostas e articulação: capacidade de permitir a emissão sonora que

depende da articulação da fala.
Definição e causas


Dislalia é um transtorno da linguagem oral.

Algumas causas que provocam esse transtorno:

• história de infecção congênita na família;

• uso de drogas pela mãe;

• falta de oxigênio no cérebro na hora do parto;

• icterícia;

• meningite;

• imitação dos erros ou cacoetes de pessoas próximas;

• alterações emocionais;

• síndromes como a de Down, de Williams e a distrofia muscular progressiva de Duchene;

• hidrocefalias;

• neurofibromatose;

• psicopatias;

• ambiente familiar inadequado;

• paralisia cerebral;

• deficiência auditiva;

• herança genética.

Tipos de dislalia

A dislalia pode ser: funcional, a mais comum e que se caracteriza pela maneira incorreta de articular o fonema, sem que haja qualquer comprometimento motor ou muscular; orgânica, quando a criança tem dificuldade para articular o fonema devido a algum tipo de comprometimento motor ou muscular; e audiógena, que está relacionada com dificuldades auditivas. Quando a criança apresenta problemas de articulação dos fonemas, ela pode transferir os erros da linguagem oral para a escrita, quando entra na escola.


Tratamento

A partir dos 4 anos de idade, quando há suspeita de dislalia, a criança deve ser encaminhada ao otorrinolaringologista, fonoaudiólogo ou psicopedagogo.


Precaução


O ideal seria que qualquer criança, antes de ser iniciada no trabalho de alfabetização, realizasse exames oftalmológicos e audiológicos para detectar possíveis alterações que viessem a interferir na aprendizagem. No caso de crianças em fase de alfabetização que apresentem problemas de dicção, a professora deve se esforçar para pronunciar muito bem cada palavra a fim de que cada fonema seja claramente percebido. É recomendável que a criança faça exercícios diários na frente do espelho, na hora de escovar os dentes. Com um gravador, pode gravar as palavras ou frases escolhidas, para ouvir sua própria dicção. Assim, vai perceber melhor quais as palavras que precisam de mais clareza.
No caso de uma criança pronunciar incorretamente uma palavra, a professora deve apenas repeti-la da forma correta. Não há necessidade de lhe dizer que a pronúncia está errada. Isso lhe causaria grande constrangimento. A autoestima da criança está em jogo e é nosso dever, como educadores, mantê-la elevada.

Fontes:

- Transtornos da Aprendizagem – Abordagem Neurobiológica e Multidisciplinar – Newra Tellechea Rotta, et. Al. – Artmed – 2006.

- www.espsacoaprendizagem.info

- www.appai.org.br

- www.guiainfantil.com


Charlotte Fermum Lessa - Natural de Bremen, Alemanha, formada em Pedagogia, pós-graduada em Psicopedagogia, especialista em PEI – Programa de Enriquecimento Instrumental níveis I e II de Reuven Feuerstein. Presidente e fundadora do Instituto de Desenvolvimento Humano Kathia Lessa. Além de tradutora e intérprete, Charlotte é também escritora, com oito obras publicadas pela Casa Publicadora Brasileira, na área infantojuvenil, entre elas: Deus me Fez Assim, Deus Fez Meus Sentidos, Um Amigo pra Jesus, Deus Ama os que São Diferentes, Sou Down e Sou Feliz e O Mundo Maravilhoso da Bíblia Para Crianças.






FONTE DE PESQUISA: http://www.educacaoadventista.org.br/educadores/educacao-especial/488/o-que-e-dislalila-e-qual-o-tratamento.html

Medicalização de crianças transforma modo de ser em doença.


Doenças inventadas


O Brasil vive uma epidemia de diagnóstico de transtorno de déficit de atenção, hiperatividade, transtorno de oposição desafiadora, depressão, dislexia e autismo em crianças e adolescentes.

Entre 5% e 17% de crianças encaminhadas para serviços de especialidades médicas recebem uma receita com medicações extremamente perigosas, como psicoestimulantes, antidepressivos e antipsicóticos.

O remédio tomou conta do processo de educação e atribuiu ao organismo da criança a responsabilidade pelo aprendizado.

Foi isto o que mais de 1.200 profissionais da área da saúde e educadores ouviram em duas sessões realizadas no auditório da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).


Medicalização do modo de ser

Segundo o pediatra Ricardo Caraffa, as crianças acabam sendo diagnosticadas muito rapidamente e de forma errônea sem receber nenhum outro tipo de atenção e análise.

Num esforço de reverter esse quadro, foi realizado em São Paulo, no mês de novembro, um fórum sobre o tema.

Cerca de 450 participantes de 27 entidades assinaram um manifesto no qual afirmam que a aprendizagem e os modos de ser e agir têm sido alvos da medicalização, transformando as crianças em consumidores de tratamentos, medicamentos e terapias.

"A venda de medicamentos à base de metilfenidato aumentou 1.000 por cento nos últimos anos. São dois milhões de caixas por ano. Esse número é muito expressivo", explicou Caraffa.


Diferenças pessoais, não doenças

Para a pediatra, professora e pesquisadora da Unicamp, Maria Aparecida Affonso Moysés, existem doenças e problemas de saúde que podem interferir com o desenvolvimento cognitivo e afetivo das pessoas.

Existem pessoas que aprendem com mais facilidade que outras e existem pessoas tranquilas, calmas, apáticas, agitadas, empolgadas e mais agressivas.

E entre os extremos há infinitas possibilidades.

Ainda segundo Moysés, existem diferentes modos de aprender e lidar com que já foi aprendido e cada um estabelece os seus próprios processos cognitivos e mentais para aprender.

"Cada ser humano é diferente do outro. Quais são as evidências científicas que comprovam que doenças biológicas e psiquiatras comprometem exclusivamente a aprendizagem?", questionou a pesquisadora que desenvolve um trabalho juntamente com Cecília Colares, da Faculdade de Educação, sobre déficit de atenção.


Retrocesso

Para a psicóloga da USP Marilene Proença Souza, a criança brinca, faz birra, chora e tenta impor sua vontade.

Mas, hoje em dia, quando ela corre um pouco mais é dita como hiperativa, se fala muito é rotulada de desatenta, e se troca letras no processo de alfabetização - o que é esperado - dizem que ela tem dislexia.

Segundo Marilene, ao diagnosticar a criança com algum distúrbio, a sociedade está deixando de considerar todo o processo de escolarização que produz o não-aprender e o não-comportar-se em sala de aula.


"Do ponto de vista da psicologia da educação, estamos vivendo um retrocesso. Estamos culpando a criança por não aprender e medicando-a. O remédio não pode ocupar o lugar da escola e da família. Se assim for, estamos invertendo valores do campo da saúde, da educação e da psicologia com relação ao desenvolvimento infantil e deixando de usar todos os instrumentos pedagógicos no início do processo de alfabetização", disse Marilene.
FONTE DE PESQUISA:
 http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=medicalizacao-criancas&id=6612

sábado, 28 de maio de 2011

Neuropedagogia: Incrementando a fixação dos conteúdos e ensinando inteligência.


O que é Neuropedagogia?

 É a reestruturação da prática docente e discente em função das novas descobertas acerca do Modus Operandi do aparelho cognitivo humano.


Seu entendimento e implementação permitem, ao mesmo tempo,
(1) compreender as razões do sucesso de vários países na retenção dos conteúdos em seus alunos,
(2)explicar porque alunos brasileiros tem retenção tão inferior e
(3) articular uma práxis que aproxime nossos resultados dos obtidos nas melhores escolas.



Como se estrutura o aparelho cognitivo?

O encéfalo, nosso aparelho cognitivo, forma um todo complexo pouco compreendido, entretanto, o pouco sabido é suficiente para incrementar nossas práticas escolares. Pode-se didaticamente dividi-lo em três partes: o cerebelo (1), o sistema límbico (2) e o córtex (3). O cerebelo (1) é a parte do encéfalo responsável por estruturar os comandos mecânicos de nosso corpo. Quando aprendemos a falar, a escovar os dentes ou andar de bicicleta é este sistema que recebe as instruções que programam sua rede de neurônios, instruções estas difíceis de serem implantadas MAS que depois jamais são esquecidas. O sistema límbico (2) se compõe do hipotálamo, tálamo, amígdalas e hipocampo. Pode ser entendido como um cérebro réptico completo em sí mesmo.
A evolução fez com que fosse somado a este cérebro réptil um córtex capaz de dar suporte as capacidades humanas superiores e manteve este cérebro primitivo atribuindo-lhe vários papéis instintivos além da
função essencial de reter as informações colhidas durante o dia. Instintos básicos como o medo e a decisão de lutar ou correr diante de uma ameaça são gerenciados pelas amígdalas e hipotálamo, já o hipocampo perfaz a memória que registra os dados colhidos diurnamente. É no córtex (3) onde se registram definitivamente o que se aprendeu durante o dia. Diversos casos clínicos, como o das irmãs-lobas Amala e Kamala ou como o do sujeito acidentado que esquece o que aprendeu minutos atrás forneceram as pistas de como funciona a aprendizagem.



Como funciona na prática o aparelho cognitivo?

O córtex, embora possa reter informação equivalente a de milhares de PCs de ultimo tipo não consegue gravar dados durante o dia. Ou ele se deixa ler ou ele se deixa gravar. Aqui se faz analogia com os computadores MAS tal analogia é só aproximação porque nos PCs separam-se dados e processamento e no córtex todo o processo é integralizado, dados e processamento ocupam a mesma rede neuronal. Mas como não se pode gravar no córtex durante o dia, para onde vão os dados? É no hipocampo que guardamos as informações durante o dia. Este se assemelha neuronalmente ao córtex, ocorre contudo que seus dados são COPIADOS para o córtex todas as noites durante os sonhos e o hipocampo é depois apagado. Uma vez no córtex, os dados ficam retidos para sempre... Freud já defendia que não existe esquecimento o que existe é não-lembrança... Esquecer é na verdade não lembrar. Prova-se esta asserção pelo simples fato de se conseguir lembrar de coisas em situações especiais ou ainda sob hipnose (então o dado não foi apagado...). Mas como fazer com que uma informação seja transferida para o córtex?
Ao contrário do cerebelo, onde escolhemos exatamente o que queremos gravar, no córtex o sistema que copia do hipocampo para ele é inconsciente! O critério de escolha do que se copia é dado pela “profundidade” das marcas deixadas no hipocampo. Estas podem ser mais “marcantes” se tiverem uma emoção qualquer associada (lembram das piadas?) ou então se fizermos deliberadamente marcas mais fortes em certos saberes simplesmente os ESTUDANDO! Quando se estuda, quando se lê e se busca compreender um dado conceito, o esforço empregado atribui um certo valor que o sistema inconsciente de cópia RECONHECE como importante e o copia. O truque então é simples: Basta que o aluno ESTUDE no mesmo dia da aula o que lhe foi ensinado! Tem de ser no mesmo dia para que o conteúdo da aula dada esteja no hipocampo. O problema aqui é fazer com que o alune estude...



Como convencer nosso aluno a estudar?

Não se consegue ensinar alguém desmotivado. Os alunos já sabem que precisam ser independentes, trabalhadores, úteis e remunerados para, futuramente, levar sua própria vida. Essa estratégia funciona? Para muitos funciona, mas não para todos. Muitos estão ainda muito imaturos para entender esses argumentos ou muitos contam com um apoio familiar que julgam infinito. Há também o reforço negativo. As ameaças, a negação de coisas, de viagens e etc. Funciona? Para muitos funciona. Mas não para todos. Enfim, não é possível afirmar que a mesma MOTIVAÇÃO funcione para todos, dai ter MAIS um tipo de motivação é útil por ampliar nosso leque de opções.



Inteligência pode ser ensinada?

Foi crença comum que a inteligência de cada pessoa fosse um dom individual e estático. Tal crença se baseava em certas proposições da Psicologia tradicional e no senso comum. Eu também – confesso – pensava assim, até que o Professor Piazzi me mostrou o oposto e fui investigar. Inteligência pode ser
sucintamente definida como: “Capacidade de resolver problemas”. Mas, que tipo de problemas? Qualquer tipo de problemas, seja de ordem material ou espiritual. Resolver problemas exige memória, poder de análise, poder de síntese, percepção aguda da realidade, imaginação, capacidade de depreender a ordenação em uma realidade E/OU de impor sua própria ordenação a uma realidade caótica. Diante de um mesmo problema pessoas diferentes tem reações diferentes. Alguns saem da situação e outros ficam estáticos sem saber o que fazer OU fazendo - patéticamente - coisas que não resolvem. Vamos dar um exemplo prático: A mãe sai para comprar o almoço e deixa dois pimpolhos, de 4 e de 7 anos em casa. Ela esconde o pote de biscoito no alto do armário da cozinha e o mais novo assiste a isso imaginando ser um
obstáculo intransponível. O mais velho, ao saber disso, simplesmente pega uma cadeira, encosta no armário, sobe no assento, sobe no encosto e pega o pote e os dois se refestelam no chão da cozinha... O mais novo, agora, diante do mesmo problema já sabe o que fazer... Se antes ele não teve inteligência pra resolver o problema, agora ele tem! É óbvio que o mais velho terá sempre mais inteligência/experiência que o mais novo MAS o contato faz com que o mais novo se aprimore... Cada vez que aprendemos algo nos tornamos aptos para resolver MAIS problemas, ora, assim sendo, nos tornamos MAIS inteligentes. Podem objetar essa idéia alegando que o que primeiro resolveu é que é inteligente, o outro só imitou, entretanto, com o tempo, com a experiência, a mente vai depreendendo por sí mesma as estratégias de pensamento,empregadas nos exemplos de solução e passa a solucionar por si só.... Observem os exemplos a seguir:

1) 35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! 4R4BÉN5!


2) De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. Itnereasste não? Não é Aussatosdr o que nsosa mnete é cpaaz de fzaer? Vcêos sbaaim dsiso?


Pensem na vantagem desta concepção: Se adotarmos estratégicamente que inteligência pode ser ensinada, que compomos uma escola de inteligência e que a nossa tarefa é aumentar a inteligência dos alunos fornecemos mais uma motivação. Uma analogia: Há na natureza pedras de magnetita. Estas atraem por sí mesmas o ferro, contudo, se atritarmos magnetita a um pedaço de ferro este também passa a atrair ferro. Nossos alunos são como pedaços de ferro e nós somos como magnetita e é com o ATRITO,
contato, aula e exemplo que tornamos nossos alunos mais inteligentes! Vamos confessar: Quem de nós deduziu sozinho a fórmula de Báskara no ensino médio ou na faculdade? Quem de nós depreendeu sozinho as propriedades dos lantanídeos da tabela periódica? Ou, quem de nós deduziu de per sí a teoria dos sólidos de Platão? Nós apreendemos tudo isso com os gênios do passado e hoje repassamos aos nossos pupilos... Isso nos torna menos inteligentes? Claro que não! Gênios sempre haverão. Aprender com eles e ensinar o que eles descobrem é nossa função. Não podemos dizer que nossa escola forme gênios por que - estes sim– são singulares, MAS, podemos defender, sem medo, que ensinamos inteligência!


Como se deve então estudar?

Estudar é esforço pessoal e intransferível. É o córtex do estudante que recebe a informação. É refletindo sobre o conteúdo, questionando, descobrindo por sí mesmo, que as conexões, as sinapses (ligações entre neurônios) vão se formando no hipocampo e quanto melhores elas forem, melhor a qualidade da
cópia que irá para o córtex. Um caderno é essencial. Quando o estudante escreve COM SUAS PRÓPRIAS PALAVRAS um conceito apreendido ele se torna proprietário deste saber. Mas vale uma ressalva: Reter palavras não é o mesmo que reter conceitos! Palavras expressam conceitos, MAS são só suas expressões. Nós as usamos para comunicar e interpretar conceitos. É muito comum alunos decorarem palavras e repeti-las nas provas dando a impressão que compreenderam os conceitos quando, na triste verdade, só repetem palavras e é necessário aplicar estratégias para detectar tal erro. Os novos tipos de exames, como o ENEM ou vestibulares detectam isso.


Relato de um experimento prático =>
A partir da metade do segundo trimestre de 2010 testei a Neuropedagogia. Expliquei a estratégia aos alunos, os convenci que podem se tornar mais inteligentes e lhes cedi os últimos vinte minutos das aulas para que desenvolvessem solitariamente, na minha presença, o Questionário universal. (verso desta folha). Tal questionário é a minha estratégia para ajudá-los a fazer as conexões sobre os conteúdos ensinados. Ao responder as perguntas, O que é? Quem fez? Como fez? Quando? Como? e Porque? O aluno pensa, raciocina e surgem dúvidas e ele pensa mais e busca no texto e reflete de novo... O que percebi foi que alunos interessados mas medíocres tiveram GRANDE melhora em suas notas e grande melhora na retenção. Alunos brilhantes são brilhantes com qualquer sistema ou professor. Alunos desinteressados dificilmente se engajam em qualquer tarefa MAS este método se mostrou VALIOSO para aqueles alunos interessados que precisavam de uma estratégia para estudar (a imensa maioria). Com a melhora da nota se vê claramente que os índices de qualidade melhoram no geral. Tal questionário é útil para fixar os conceitos nas disciplinas onde os conceitos exigem reflexão, ou seja, praticamente todas.

Mãos a obra, 

AUTOR : Professor Marco André =>  Filosofia e projetos

fonte de pesquisa: http://www.faetec.rj.gov.br/eeefvm/images/neuropedagogia_professores.2.pdf

LIVROS PARA CLÍNICA PSICOPEDAGOGICA

Técnicas projetivas psicopedagógicas e pautas gráficas para sua interpretação
Técnicas projetivas psicopedagógicas e pautas gráficas para sua interpretação



Jorge Visca

O objetivo geral das técnicas projetivas psicopedagógicas aqui expostas é estudar as redes de vínculos que um sujeito estabelece em três grandes domínios: o escolar, o familiar e consigo mesmo.


Em cada um desses domínios - com diferenças individuais - é possível reconhecer três níveis em relação ao grau de consciência dos distintos aspectos que constituem um vínculo: neste caso o vínculo de aprendizagem.

Um nível inconsciente, no qual um conjunto de conteúdos não é reconhecido e, apesar de sua tentativa de emergir no campo pré-consciente ou consciente, permanece ignorado. Um nível pré-consciente, cujos conteúdos e mecanismos, sem ser estritamente inconscientes, fogem do campo da consciência, mas podem ter acesso ao mesmo. e um nível consciente, no qual os conteúdos e mecanismo, as percepções internas e externas são conhecidas e representadas em pensamentos, palavra, desenhos, etc.


Lic. Silvia Cora Schumacher
Sumário:
Nota da tradutora
Prólogo
Prefácio da segunda edição
Agradecimentos

Prólogo das pautas gráficas para a interpretação das técnicas projetivas psicopedagógicas

INTRODUÇÃO
As técnicas projetivas
Técnicas projetivas psicopedagógicas
As posições na folha
Advertência
Primeira parte

VÍNCULOS ESCOLARES

1. Par educativo
2. Eu com meus colegas
3. A planta da sala de aula

Segunda parte

VÍNCULOS FAMILIARES
1. A planta da minha casa
2. Os quatro momentos do dia
3. Família educativa
Terceira parte

VÍNCULOS CONSIGO MESMO
1. O desenho em episódios
2. O dia do meu aniversário
3. Em minhas férias
4. Fazendo o que mais gosto
A PROPÓSITO DAS TÉCNICAS PROJETIVAS PSICOPEDAGÓGICAS
Post-scriptum

Bibliografia

Biografia


Jogos, quebra-cabeças, enigmas e adivinhações

Jogos, quebra-cabeças, enigmas e adivinhações


Marcos Teodorico P. de Almeida

Os jogos e as brincadeiras escolhidos aqui podem ser utilizados em diversos espaços físicos (abertos ou fechados), podendo haver a participação de um ou de vários jogadores, tanto no papel de participante quanto no de orientador, prestando ajuda aos colegas. Os jogos podem ser utilizados em diversos ambientes: comunidade, escola, clube, ônibus turísticos, hotéis, colônia de férias, brinquedotecas, trabalho etc.


Sumário:

1- Jogos e brincadeiras
2- Segredos e soluções


IAR - Instrumento de avaliação do repertório básico para a alfabetização
IAR - Instrumento de avaliação do repertório básico para a alfabetização


Caderno de respostas

Sérgio Antônio da Silva Leite
Caderno de respostas utilizado para aplicação do IAR - Instrumento de avaliação do repertório básico para a alfabetização.


Consulte o produto IAR - Manual de aplicação e avaliação.


O diagnóstico operatório na prática psicopedagógica

O diagnóstico operatório na prática psicopedagógica


Jorge Visca
Logo nas primeiras páginas da obra "O Diagnóstico Operatório na Prática Psicopedagógica", Jorge Visca propõe um aprendizado que não se restringe aos domínios escolares; como base para este raciocínio o autor introduz o Método Clínico como caminho de pesquisa na área da saúde, juntamente com o Método de Piaget no diagnóstico e tratamento psicopedagógico.


Visca explica como aplicar o Método de Piaget desde o início da investigação do problema, passando por estratégias durante a entrevista, análise de comportamento, alternativas de condução para cada paciente, até a correta interpretação dos resultados coletados. Este conteúdo introdutório é fundamental para o entendimento dos capítulos subseqüentes, pois englobam procedimentos para avaliação, em crianças, da percepção de quantidades, proporção espacial, volume, comprimento, quantidades de massas e líquidos constantes em diferentes formatos, igualdade de pesos em formatos e materiais diferentes (conceito de continuidades) e proporção espacial.

Visca indica as perguntas pertinentes em cada situação, elenca materiais utilizados e ilumina o passo-a-passo da aplicação, dividindo os resultados em 3 categorias: não conservador, intermediário e conservador, onde a escala é acompanhada pelo acréscimo etário. Além disso, a obra apresenta o desenvolvimento de critérios para associação e agrupamento de elementos por cor, formato, peso, tamanho e outros; analisa a noção de conjunto – união, intersecção e simultaneidade – e mensura a percepção de referenciais e dimensionalidades.

Em cada capítulo, "O Diagnóstico Operatório na Prática Psicopedagógica" permite protocolos para complementação do estudo. Didática, prazerosa e essencial: a obra de Visca é de tamanha importância e generosidade que permite concluir com o autor que "aprendizagem é a melhor escolha da vida".

Há trintas anos, precisamente, trabalhei com Visca na aprendizagem destes exercícios diagnósticos para avaliar o pensamento dos sujeitos, que com tanta clareza são apresentados nestas páginas. O propósito que teve para fazê-lo, segundo suas palavras, foi destacar a importância do método Clínico-Crítico e as contribuições de base Epistemológica Piagetiana na realização do Diagnóstico Psicopedagógico e suas conseqüentes ações para levar adiante, tanto os tratamentos das dificuldades de aprendizagem, como a elaboração de propostas preventivas das mesmas.

Através destas páginas aprendemos a articulação entre a avaliação do desenvolvimento cognitivo e seus constantes processos de equilibração e a função do Psicopedagogo Clínico, como legítimo mediador, que com sua intervenção desvela o oculto, o ignorado, o imprevisível, o criativo e até o óbvio do processo de aprendizagem que realiza um sujeito.

Jorge Visca nos ensina o perfil do Psicopedagogo Clínico. Junto as suas orientações podemos "aprender a ser" Psicopedagogos e "aprender a fazer Psicopedagogia Clínica. Convido-os a ler este livro e refletir sobre "como ser Psicopedagogo" e aplicarem sua prática o Diagnóstico Operatório interpretado a partir da Epistemologia Genética, sem deixar de observar o trabalho a partir da Epistemologia Convergente.

Lic. Silvia Cora Schumacher

Sumário:
Biografia

Visca por Visca

Prefácio (primeira edição)
Prefácio
Introdução

Desenvolvimento histórico do método clínico

Características gerais e a aplicação do método

Conservação de pequenos conjuntos discretos de elementos

Conservação de superfície

Conservação das quantidades de líquido

Conservação da quantidade de matéria (massa)

Conservação de Peso

Conservação de Volume

Conservação de Comprimento

Mudança de Critério

Quantificação da Inclusão de Classes

Intersecção de Classes

Seriação de Palitos
Espaço Unidimensional

Espaço Bidimensional

Espaço Tridimensional
Citações Bibliográficas

Referências

Coleção Psicopedagogia e psicomotricidade em ação


Coleção Psicopedagogia e psicomotricidade em ação


04 DVDs + 01 livro

Tânia Mara Grassi / Árbila Luiza Armindo Assis / Hermínia Regina Bugeste Marinho / Maria Marta Mazaro Balestra / Moacir Ávila de Matos Júnior / Nei Alberto Salles Filho / Silvia Christina Madrid Finck

Professores e profissionais das áreas de psicologia, pedagogia, educação física e comportamento encontrarão na coleção “Psicopedagogia e Psicomotricidade em Ação” uma temática fundamental para a docência: a Psicopedagogia e a Psicomotricidade.


Além de abordar as concepções e perspectivas epistemológicas Piagetianas, a coleção traz ainda as oficinas psicopedagógicas. A prática de atividades lúdicas em sala de aula torna a aquisição do conhecimento mais prazerosa, enriquecendo a prática pedagógica de muitos educadores.

Conteúdo: 04 DVDs + 01 livro

Títulos DVSs:

DVD 1 - Oficinas Psicopedagógicas

Professores e profissionais das áreas de psicologia, pedagogia, educação física e comportamento encontrarão nesta videoconferência, em uma entrevista concedida por Tânia Grassi à jornalista Paula Ducat, uma temática fundamental para a docência: as oficinas pedagógicas.

DVD 2 - Pedagogia do Movimento: Universo Lúdico e Psicomotricidade

Nesta videoconferência, com título homônimo ao da obra, Hermínia Marinho, Moacir Junior, Nei Salles Filho e Silvia Finck discorrem sobre a temática do lúdico e da psicomotricidade.Entenda mais sobre a pedagogia do movimento nessa conversa descontraída, medida pela jornalista Paula Ducat.

DVD 3 - Influências da Psicanálise na Educação: Uma Prática Psicopedagógica

Árbila Assis utiliza-se de sua experiência utiliza-se de sua experiência como psicopedagoga, pedagoga e psicóloga para traçar um panorama sobre o tema que envolve psicanálise e educação. Por esse viés, procura compreender os elementos que compõem as relações estabelecidas entre educadores e educandos no ambiente escolar, numa valiosa perspectiva de análise psicopedagógica.

DVD 4 - A Psicologia em Piaget: Uma Ponte para a Educação da Liberdade

Maria Marta Balestra expõe nesta videoconferência o rico panorama da psicopedagogia alicerçada pelas concepções e perspectivas epistemológicas piagetianas. Discorre nesta fala com a jornalista Paula Ducat, sobre a almejada educação libertadora e solidária que tanto esperamos no ambiente escolar.

Método Horizontes
Método Horizontes



Sondagem das Habilidades para a alfabetização

Neda Lian Branco Martins

O Método Horizontes - Sondagem das habilidades para a alfabetização destina-se a crianças de 5 a 8 anos, faixa etária compatível com o início da alfabetização formal, dentro da normalidade


Consulte o produto Exercício de aplicação do Método Horizontes.

Sumário:

Histórico
Introdução
Análise da aplicação dos exercícios de motricidade fina e geral
Exercícios gráficos
Vocabulário
Formas
Cores
Estruturas e verbos


O teste do desenho como instrumento diagnóstico da personalidade
O teste do desenho como instrumento diagnóstico da personalidade


Dinah Martins de Souza Campos

Envolve a técnica de aplicação do teste do desenho - House, Tree, Person (HTP) - de John Buck e formas sistematizadas de interpretação do desenho, possibilitando um pronto diagnóstico da personalidade do testado.

Sumário:

Primeira Parte: A importância do Teste do Desenho como Instrumento de Diagnóstico Psicológico / 13

I. Notícia histórica / 13

II. O teste do Desenho como instrumento de determinação do nível mental / 14

III. O teste do Desenho como instrumento de diagnóstico da personalidade / 16



Segunda Parte: Técnica de Aplicação do Desenho para Diagnóstico da Personalidade e Normas de Interpretação / 29

A. Material para Aplicação do Teste / 29

B. Técnica de Administração do Teste / 29

C. Interpretação de alguns aspectos gerais do desenho / 38

I. Localização no papel / 38

II. Pressão no desenhar / 40

III. Caracterização do traço / 41

IV. Simetria do desenho / 42

V. Detalhes no desenho / 42

VI. Movimentos nos desenhos / 43

VII. Tamanho da figura / 44

VIII. Uso da borracha / 45

IX. Riscar o papel / 45

D. Normas para Interpretação do Desenho da Casa / 45

I. Teto / 45

II. Telha / 47

III. Paredes / 47

IV. Porta / 47

V. Fechaduras ou dobradiças / 48

VI. Janelas / 49

VII. Cortinas ou postigos ou persianas / 50

VIII. Chaminé / 50

IX. Perspectiva da casa / 52

X. Linha representativa do solo / 53

XI. Acessórios do desenho da casa / 53

E. Normas para Interpretação do Desenho da Árvore / 55

I. Interpretação geral do desenho da árvore / 56

II. Tronco / 58

III. Raiz / 63

IV. Copa / 65

V. Flores / 70

VI. Galhos ou ramos / 71

VII. Folhas / 76

VIII. Frutos / 76

IX. Outros acessórios / 76

X. Impressão de conjunto da árvore / 77

XI. Idade atribuída à árvore / 79

XII. Árvore apresentada como morta / 80

F. Normas para Interpretação de Aspectos Gerais do Desenho da Figura Humana / 81

I. Proporção entre os desenhos feitos / 81

II. Posição da figura desenhada / 82

III. Transparência nas figuras / 83

IV. Figuras cabalísticas / 83

V. Figuras grotescas / 83

VI. Figura não inteira / 83

VII. Sucessão das partes desenhadas / 84

G. Normas para Interpretação Especifica de cada Parte da Figura Humana Desenhada / 85

I. Cabeça / 85

II. Rosto / 86

III. Olhos / 86

IV. Sobrancelhas e pestanas / 87

V. Cabelos / 88

VI. Bigode e barba / 89

VII. Óculos / 90

VIII. Nariz / 90

IX. Boca / 91

X. Orelhas / 92

XI. Queixo / 93

XII. Pescoço / 93

XIII. Ombros / 94

XIV. Costelas / 94

XV. Braços / 95

XVI. Mãos / 96

XVII. Dedos / 97

XVIII. Unhas / 98

XIX. Anéis nos dedos / 98

XX. Cintura / 98

XXI. Pernas / 98

XXII. Pés / 99

XXIII. Tronco / 100

XXIV. Roupas / 101

XXV. Colarinho / 101

XXVI. Cinto e calças / 102

XXVII. Elementos acessórios / 102

XXVIII. Nus / 103

H. O Desenho da Família / 103

I. Objetivos / 103

II. Dados a se registrar, na aplicação do teste / 103

III. Normas para interpretação do desenho da família / 104

IV. Normas para interpretação dos traços do desenho da família / 104

I. Causas Encontradas por Emanuel F. Hammer / 106

J. Alguns Comentários de A. Abraham sobre as Técnicas de Interpretação do Desenho da Figura Humana de Machover e Buck / 106

K. Significação das Cores / 107

I. Quanto à variação / 107

II. Quanto à intensidade e freqüência no uso das cores / 108

III. Simbolismo quanto à disposição das cores / 109

Bibliografia / 110





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Instrumento de diagnóstico e intervenção.

lIVROS


Cloze

Cloze

Um instrumento de diagnóstico e intervenção
Acácia A. A. dos Santos / Evely Boruchovitch / Katya L. de Oliveira
A compreensão em leitura é uma habilidade importante tanto para o sucesso na escolarização formal como para o exercício pleno da cidadania. Este livro coloca em foco a técnica de Cloze como ferramenta que permite tanto o diagnóstico quanto a intervenção nas dificuldades associadas à leitura, possibilitando, assim, colaborar eficazmente com a melhoria das práticas pedagógicas.

Sumário:
Prefácio
Apresentação

Parte I
Capítulo 1 - Proficiência em leitura: um panorama da situação
Capítulo 2 - A técnica de cloze na avaliação da compreensão em leitura
Capítulo 3 - Pesquisas com o teste de cloze no Brasil
Capítulo 4 - Estudos com o sistema orientado de cloze para o ensino fundamental

Parte II
Capítulo 5 - Leitura e desempenho escolar em alunos do ensino fundamental
Capítulo 6 - Compreensão em leitura no ensino médio: análise de acertos por item
Capítulo 7 - O teste de cloze e o desenvolvimento perceptomotor no início da escolarização
Capítulo 8 - Maturidade perceptomotora e compreensão em leitura: um estudo correlacional
Capítulo 9 - A técnica de cloze e o jogo de regras: construindo relações e conhecimentos
Capítulo 10 - Desempenho em leitura e suas relações com o contexto familiar
Capítulo 11 - Eficiência de um curso de português no desenvolvimento da leitura e escrita



TCLPP - Teste de competência de leitura de palavras e pseudopalavras

TCLPP - Teste de competência de leitura de palavras e pseudopalavras

Caderno de aplicação
Alessandra Gotuzo Seabra / Fernando César Capovilla
O Caderno de Aplicação do TCLPP normatizado e validado para o Ensino Fundamental consiste de oito itens de treino e de 70 itens de teste, cada qual composto de figura e palavra ou pseudopalavra associada. A tarefa é circundar as palavras corretas em termos ortográfico e semântico, e cruzar as palavras incorretas em termos ortográficos (i. e., psudopalavra) ou semânticos (i. e., palavra associada à figura incompatível com ela).


O produto é composto de um kit com 05 cadernos de aplicação.

Caderno para ser usado na aplicação do Teste de competência de leitura de palavras e pseudopalavras.


EAVAP-EF - Escala de avaliação das estratégias de aprendizagem para o ensino fundamental

EAVAP-EF - Escala de avaliação das estratégias de aprendizagem para o ensino fundamental

Kit completo
Katya Luciane de Oliveira / Evely Boruchovitch / Acácia Aparecida Angeli dos Santos

A EAVAP-EF avalia as estratégias cognitivas e metacognitivas de aprendizagem relatadas e empregadas por alunos do ensino fundamental. Pode ser empregada no diagnóstico psicoeducacional de crianças do ensino fundamental ou de pessoas do mesmo nível de escolaridade que demonstram dificuldades para estudar e aprender. É de fácil manipulação por parte do aplicador e de fácil entendimento por parte dos avaliados.


Conteúdo:
01 Manual
01 Bloco de Folha de Resposta (c/ 25 fls)
01 Crivo de Correção


TDE - Teste de desempenho escolar

TDE - Teste de desempenho escolar


Kit completo
Lilian Milnitsky Stein
O Teste de Desempenho Escolar (TDE) foi desenvolvido a partir da moderna metodologia de construção de instrumentos, que emprega itens em escala. O TDE é um instrumento psicométrico que busca oferecer de forma objetiva uma avaliação das capacidades fundamentais para o desempenho escolar, mais especificamente da escrita, aritmética e leitura.Indica de uma maneira abrangente, quais as áreas da aprendizagem escolar que estão preservadas ou prejudicadas no examinando.




O TDE é composto por três subtestes:



1. Escrita: escrita de nome próprio e de palavras isoladas apresentadas sob a forma de ditado;

2. Aritmética: solução oral de problemas e cálculos de operações aritméticas por escrito;

3. Leitura: reconhecimento de palavras isoladas do contexto.



Faixa de Utilização: O teste foi concebido para a avaliação de escolares do 2º ao 6º ano do ensino fundamental, ainda que possa ser utilizado com algumas reservas para a 8º e 9º anos. Cabe ressaltar que o processo de concepção do TDE está fundamentado em critérios elaborados a partir da realidade escolar brasileira, visando preencher a lacuna existente de instrumentos de medição psicopedagógicos validados e padronizados para o nosso país.

Conteúdo:

- 01 Manual para aplicação e interpretação

- 05 Cadernos de aplicação

- 01 Ficha do examinandor para o subteste de Leitura

- 01 Crivo para correção do subteste de Aritmética

- 01 Ficha do examinador para a aplicação do subteste de Escrita


Jogo de areia

Jogo de areia



Intervenção psicopedagógica à luz da teoria piagetiana...

Teresa Messeder Andion


O Sandplay é um método psicoterapêutico criado em 1954 por Dora Kalff, analista junguiana. O nome Sandplay foi traduzido para Jogo de Areia por terapeutas brasileiros da mesma linha teórica. O método criado por Kalff consta de duas caixas de areia: uma seca e uma molhada e uma variedade de objetos de miniaturas. As caixas possuem medidas padronizadas. Convida-se o paciente a brincar com as areias, a construir cenários e, neste momento, inicia-se a construção do pensamento.




Esta obra mostra a criação de um novo instrumento de intervenção psicopedagógica, uma construção de conhecimento que faz sentido, que traz significados para o paciente e para a prática do psicopedagogo.



A autora desenvolveu este trabalho de pesquisa com o objetivo de construir uma integração entre o método psicoterapêutico junguiano do Jogo de Areia e o método clínico piagetiano para trabalhar com crianças e adolescentes em atendimento psicopedagógico clínico. O sujeito constrói cenários em uma das caixas de areia molhada ou seca. Estas construções expressam a condição cognitiva e afetiva que o sujeito possui naquele momento e adquire a possibilidade de desenvolver o seu pensamento de forma lúdica, trabalhando, assim, as dificuldades de aprendizagem.





Sumário:



Apresentação

Prefácio

Capítulo 1 - Minha trajetória

Capítulo 2 - Sandplay: a busca histórica de um referencial

Capítulo 3 - O Instrumento Caixa de Areia

Capítulo 4 - A Psicopedagogia Psicopedagógico: Jogo de Areia

Capítulo 5 - O Jodo de Areia e a Fundamentação Teórica Piagetiana

Capítulo 6 - A Intervenção Psicopedagógica no Jodo de Areia

Considerações finais

Referências

 
Matemática em minutos


Matemática em minutos



Atividades fáceis para crianças de 4 a 8 anos

Sharon MacDonald
Esta envolvente e animadora introdução aos primeiros conceitos matemáticos será infalível com crianças pequenas. Cada capítulo começa com atividades mais fáceis e avança para atividades mais difíceis. Muitas das atividades têm a sugestão “Aumente um nível” para crianças que gostam de desafios.


As atividades usam materiais simples de obter, disponíveis em qualquer sala de aula. Este livro também traz dicas e idéias que beneficiarão professores novos e experientes.


Sumário:

Capítulo 1. Ensinar matemática? Eu?

Capítulo 2. Senso numérico e numeração

Capítulo 3. Cálculo e estimativa

Capítulo 4. Medida, seriação, tempo e dinheiro

Capítulo 5. Geometria e senso espacial

Capítulo 6. Separação, classificação, construção de gráfico, análise de dados e probabilidade

Capítulo 7. Padrões e relações entre números

Capítulo 8. Resolução de problemas e raciocínio

Capítulo 9. Juntando tudo: uma unidade de estudo de pizza

Apêndic



FONTE DE PESQUISA:
https://clickbooks.websiteseguro.com/product_info.php?products_id=1795&osCsid=7lmhbrjl6u19icc2g0kiipq6b2

sexta-feira, 27 de maio de 2011

'Fracasso escolar é o fracasso do sistema educacional'.

A psicopedagoga Nadia Aparecida Bossa fez estudos com estudantes da rede pública de São Paulo (Foto: Divulgação)

20/05/2011 15h40 - Atualizado em 23/05/2011 15h18


'Fracasso escolar é o fracasso do sistema educacional', diz especialista

Pesquisa aponta que só 25% saem da escola sabendo ler e escrever.

Psicopedagoga Nadia Bossa participa de grupo de atendimento no HC.
 
‘Doutora, meu filho vai à escola todo dia, mas ele não consegue aprender nada!’ Ouvir queixas como essa faz parte da rotina do grupo de pesquisa de neuropsicologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo onde trabalha a psicopedagoga Nadia Aparecida Bossa. Ela recebe diariamente crianças e adolescentes encaminhados por escolas da rede pública com dificuldades de aprendizagem. Famílias de baixa renda levam os estudantes que não conseguem ler, escrever ou fazer as quatro operações matemáticas para que os especialistas consigam descobrir o que está atrapalhando o desenvolvimento cognitivo do aluno. “A demanda é muito grande”, diz a especialista.


A dificuldade em aprendizagem muitas vezes vai além dos problemas da criança. O fracasso escolar, na avaliação da doutora Nadia, é o fracasso do próprio sistema de ensino. Com mestrado em psicologia da Educação pela PUC de São Paulo e doutorado em psicologia e educação pela USP, a psicopedagoga coordenou uma pesquisa feita durante cinco anos nas escolas públicas de São Paulo. O grupo de pesquisadores buscava saber as causas da dificuldade de aprendizado escolar para estabelecer prioridades de mudanças na política educacional. O estudo revelou que de cada quatro alunos que concluem o ensino fundamental, três saem do ensino fundamental sem saber ler, escrever e fazer as quatro operações matemáticas (adição, subtração, divisão e multiplicação).
 
Nadia Bossa vai apresentar na 18ª Educar, o congresso internacional de educação, aberto nesta quarta-feira (18), no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, alguns resultados de sua pesquisa em uma palestra sobre o fracasso escolar.


Em entrevista ao G1, ela diz que os problemas de aprendizagem revelam uma “infecção” no sistema educacional que, como tal, precisa ser tratado.
 
 

O que a neurociência nos ensina sobre o aprendizado?


O ensino fundamental acontece numa fase da vida da criança que biologicamente temos todas as possibilidades de aprendizado. Uma vez superada esta idade tudo o que se construir não terá o efeito na constituição cerebral. Estamos perdendo o melhor momento do desenvolvimento da criança, que é dos 4 aos 14 anos. Se isso não acontece na idade adequada, estamos limitando a inteligência do povo. Se não usarmos os nossos neurônios nas atividades requeridas pelas atividades acadêmicas estas ligações não vão acontecer, e na vida adulta vamos ter de conviver com uma população com capacidade de raciocínio limitada.
 
Estudantes em sala de aula (Foto: TV Globo/Reprodução)

Como qualificar um fracasso escolar?


A autonomia intelectual que a escola deveria garantir ao aluno não existe. A gente observa que os alunos concluem ensino fundamental e médio sem condições de fazer a leitura de um texto simples. Eles não compreendem as quatro operações fundamentais de forma que elas possam ser utilizadas na vida cotidiana. O que a gente aprende na escola nada mais é que a vida escrita em uma outra linguagem. Não saber interpretar este esquema de representação desvincula a escola da vida. O que se aplica na escola não se aplica na vida, o que se aprende na vida não serve para interpretar na escola. Está aí o grande fracasso. E isso piora a cada ano. Quando se eliminou a questão da reprovação, os alunos e professores não tinham mais instrumento numérico para avaliar a questão da aprendizagem, a coisa foi se agravando. Tirou-se a reprovação e não se colocou outro instrumento. Quem concluiu o ensino fundamental em grande parte sai da escola sem sequer saber ler e operar de verdade as quatro operações fundamentais. Então podemos dizer que o fracasso escolar é o fracasso do sistema educacional. É um sintoma que revela que a educação brasileira vai de mal a pior.


E de quem é a culpa pelo fracasso? Do aluno, da escola ou dos pais?


Em vez de fracasso, prefiro dizer que a responsabilidade pelo sucesso de uma criança na escola é dos nossos governantes e das famílias naquilo que teriam como direito de exigir dos governantes.

Quais as principais causas para o fracasso de um aluno na escola?


Um grande número de alunos que estão concluindo o ensino fundamental sem condições de ler e escrever e operar as quatro operações tiveram interferência por variáveis que vão desde a qualidade do ensino, e esta questão é a primordial, aliado à desestrutura familiar, muito mais decorrente de fatores socioeconômicos e, em uma escala menor, de problemas de saúde física, emocional. Problema emocional, cognitivo e pedagógico tudo misturado. Para um aluno ter um desempenho razoável na escola são necessários desde a alimentação saudável até ter a condição emocional e cultural para levar a escola com a devida seriedade. Temos crianças mal alimentadas, famílias desestruturadas, um tremendo equívoco da função da escola pela população. Muitas vezes nem mesmo os professores sabem qual é o objetivo e o porquê de ter determinados conhecimentos. Família e estudantes também não sabem para que serve todo aquele conteúdo. A pessoa se pergunta: “Por que preciso saber história, geografia, equação?”. São tantos outros apelos na vida, existem tantas outras coisas interessando as crianças e adolescentes, que fica difícil para escola e o conhecimento tomar um lugar de destaque na mente do jovem.

A parceria entre escolas e família é fundamental. Mas como uma escola pode ser parceira de todas as famílias de centenas de alunos?

A escola deveria se aproximar mais das famílias. É preciso que alguém ensine porque os pais precisam respeitar o professor, dar a devida importância para as tarefas escolares, ensinar os filhos a terem cuidado com o patrimônio das escolas, e sobre a importância dos livros. Se os pais não sabem, eles não vão saber por que fazer e como fazer. Muitas vezes o professor diz para os pais que o filho está tendo problemas de aprendizagem. Mas os pais não sabem o que fazer. Um responsabiliza o outro. Além disso, as políticas educacionais vêm de cima para baixo sem uma base segura. Quem ocupa os cargos mais importantes politicamente na educação nunca é um educador, mas um advogado ou economista, que certamente não tem a sensibilidade, percepção e visão de um educador.
 
 
Pesquisa mostrou que estudantes saem da escola sem saber ler e escrever (Foto: TV Globo/Reprodução)

E o professor, o que pode fazer?


Percebemos que muito professor não tem o devido conhecimento na área à qual ele é formado e devia ser especialista. E, para piorar, tem a questão da inclusão. Eles têm dentro de sua sala de aula os alunos de inclusão portadores de algum tipo de transtorno, que têm direito à educação. Mas o professor precisa de assistência para isso, e muitas vezes isto não acontece. E além do conteúdo didático o professor precisa tratar de temas transversais (como bullying, alimentação saudável, diversidade, violência no trânsito), que teoricamente teriam de estar preparados para isto também.

Um projeto de lei quer aumentar a carga horária escolar em mais 20%, e exigir frequência mínima de 80%. Na sua opinião isso vai melhorar a educação? O problema afinal é quantidade ou qualidade do ensino?

O problema é a qualidade. É muito bom que se aumente a quantidade de horas, mas isto deveria acontecer depois de melhorar muito a qualidade do que se ensina a escola. Do que adiante mais tempo para ficar na escola sem nada aprender? O professor fica mais tempo envolvido em uma tarefa para a qual ele está preparado.

Qual seria o caminho para melhorar este quadro?

A primeira coisa é fazer este alerta, conscientizar o povo usando todos os espaços para fazer um retrato verdadeiro da situação da nossa escola e identificando alguns dos maiores problemas quem sabe se consegue mudar alguma coisa. Se o fracasso escolar é um sintoma dos nossos tempos do nosso país e este sintoma, como uma febre, indica uma infecção, também indica uma doença do nosso sistema educacional que se não tratada em breve vai inviabilizar a possibilidade de crescimento do nosso país. O que se estuda sobre educação e o que se pesquisa nunca sai de dentro da universidade porque quem ocupa os postos de grandes tomadas de decisões não são os grandes estudiosos e pesquisadores.




Paulo Guilherme


Do G1, em São Paulo
FONTE DE PESQUISA: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/05/fracasso-escolar-e-o-fracasso-do-sistema-educacional-diz-especialista.html

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Neuropedagogia: o estágio neuropedagógico.


O neuropedagogo é o profissional que vai integrar à sua formação pedagógica o conhecimento adequado do funcionamento do cérebro, para melhor entender a forma como esse cérebro recebe, seleciona, transforma, memoriza, arquiva, processa e elabora todas as sensações captadas pelos diversos elementos sensores para, a partir desse entendimento, poder adaptar as metodologias e técnicas educacionais a todas as crianças e, principalmente, aquelas com características cognitivas e emocionais diferenciadas.




O neuropedagogo terá que estar em busca constante dos necessários conhecimentos sobre as anomalias neurológicas (da neurologia), psiquiátricas (da psiquiatria), neuróticas (da psicanálise) e comportamentais (da psicologia) existentes, para desenvolver seu trabalho de acompanhamento pedagógico, desenvolvimento cognitivo e harmonização emocional das crianças que apresentem os sintomas dessas anomalias.



O profissional de neuropedagogia, portanto, é um dos elementos mais importantes para as instituições que desejam desenvolver um verdadeiro e harmonioso processo ensino-aprendizagem.



A primeira etapa de seu estágio, que na realidade será uma amostra do trabalho que desenvolverá, consiste na identificação das crianças que apresentem tais sintomatologias para escolher a que será acompanhada.



Escolhida a criança, o registro de todo o acompanhamento deve ser feito desde o início, com uma anamnese a mais completa possível. Isso deve ser efetuado por meio de entrevista com a criança ou: por observação própria; por exame de relatório de professores e coordenadores; pela leitura de laudos médicos; por entrevistas com os familiares e todos os que com ela convivem e todos os demais meios que estiveram à sua disposição.



Cópias dos laudos médicos devem fazer parte dessa pasta. Entre os detalhes a observar estão as suas características cognitivas, emocionais, psíquicas e comportamentais.



A segunda etapa consiste na análise de todas as habilidades e possibilidades já desenvolvidas pela criança. Para essa etapa há necessidade de se preparar os pais, familiares, professores e todas as pessoas que lidam com a criança, incluindo os médicos, para o que chamamos de observação positiva.



Normalmente observamos que todos comentam apenas as deficiências e as dificuldades da criança, fazendo comparações com as crianças consideradas normais. Para o trabalho neuropedagógico precisamos apenas dos aspectos positivos de seu comportamento e habilidades, já que todo trabalho se baseia no desenvolvimento dessas habilidades do estado em que estiverem.



Assim sendo todos os entrevistados devem ser orientados a relatar apenas todas as habilidades que já foram observadas nessa criança, ignorando suas deficiências ou inabilidades.



Laudos médicos devem ser vistos pela sua parte positiva, mesmo que tenhamos que solicitar daqueles profissionais uma nova análise da criança. O profissional médico precisa estar ciente de que as anomalias, as dificuldades e as impossibilidades só interessam à medicina para efeito de tratamento.



O processo de acompanhamento neuropedagógico só leva em consideração as possibilidades e habilidades da criança, já que todo o trabalho parte da identificação e desenvolvimento dessas habilidades para que, a partir delas, tenha início o caminho de sua recuperação plena e integração ao grupo social de forma produtiva.



A terceira etapa prevê o contato com o médico, com o psicólogo, com o psicanalista ou com o fonoaudiólogo, caso isso seja possível. Em algumas cidades do interior essa etapa não terá condições de ser realizada. O neuropedagogo deve apresentar-se para discutir com esse profissional alguma sugestão de acompanhamento que possa vir a auxiliar o tratamento neurológico, psiquiátrico, psicológico, psicanalítico ou fonoaudiológico que está sendo realizado.



A partir dessas três etapas iniciais o neuropedagogo inicia o trabalho de acompanhamento terapêutico sempre voltado para a orientação dos pais e professores na forma correta de se conseguir o seu desenvolvimento cognitivo, emocional e comportamental, colocando em prática os ensinamentos absorvidos durante os módulos e, principalmente, em debates e estudos em grupo ou individuais realizados com base no aprendido.



É importante que durante todos os momentos desse acompanhamento o neuropedagogo e todas as pessoas envolvidas com a criança estejam conscientes de que cada criança deve ser vista como um ser humano diferente de todos, quase um extra-terrestre, cujas características não podem e não devem ser comparadas às de nenhuma outra criança. A observação deve ser feita com base no aprendizado de suas características como sendo únicas no mundo. As únicas comparações permitidas são entre a criança hoje e ela mesma ontem, para efeito de análise da eficácia do processo neuropedagógico. Todo resultado positivo alcançado pela criança, por menor que seja, deve ser verdadeiramente “sentido com alegria” pelo neuropedagogo e por todos os que a acompanham.



Registro:



O acompanhamento da criança ou do adolescente deve estar sendo registrada desde o primeiro encontro, enfatizando-se cada mínima habilidade detectada, a forma de estimular seu desenvolvimento a os resultados positivos alcançados, por menores que sejam.



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Neuropedagogia: Incrementando a fixação dos conteúdos e ensinando inteligência.


O que é Neuropedagogia?

É a reestruturação da prática docente e discente em função das novas descobertas acerca do Modus Operandi do aparelho cognitivo humano. Seu entendimento e implementação permitem, ao mesmo tempo, (1) compreender as razões do sucesso de vários países na retenção dos conteúdos em seus alunos,
(2)explicar porque alunos brasileiros tem retenção tão inferior e
(3) articular uma práxis que aproxime nossos resultados dos obtidos nas melhores escolas.

Como se estrutura o aparelho cognitivo?

O encéfalo, nosso aparelho cognitivo, forma um todo complexo pouco compreendido, entretanto, o pouco sabido é suficiente para incrementar nossas práticas escolares. Pode-se didaticamente dividi-lo em três partes: o cerebelo (1), o sistema límbico (2) e o córtex (3). O cerebelo (1) é a parte do encéfalo responsável por estruturar os comandos mecânicos de nosso corpo. Quando aprendemos a falar, a escovar os dentes ou andar de bicicleta é este sistema que recebe as instruções que programam sua rede de neurônios, instruções estas difíceis de serem implantadas MAS que depois jamais são esquecidas. O sistema límbico (2) se compõe do hipotálamo, tálamo, amígdalas e hipocampo. Pode ser entendido como um cérebro réptil completo em sí mesmo. A evolução fez com que fosse somado a este cérebro réptil um córtex capaz de dar suporte as capacidades humanas superiores e manteve este cérebro primitivo atribuindo-lhe vários papéis instintivos além da função essencial de reter as informações colhidas durante o dia. Instintos básicos como o medo e a decisão de lutar ou correr diante de uma ameaça são gerenciados pelas amígdalas e hipotálamo, já o hipocampo perfaz a memória que registra os dados colhidos diurnamente. É no córtex (3) onde se registram definitivamente o que se aprendeu durante o dia. Diversos casos clínicos, como o das irmãs-lobas Amala e Kamala ou como o do sujeito acidentado que esquece o que aprendeu minutos atrás forneceram as pistas de como funciona a aprendizagem.

Como funciona na prática o aparelho cognitivo?

O córtex, embora possa reter informação equivalente a de milhares de PCs de ultimo tipo não consegue gravar dados durante o dia. Ou ele se deixa ler ou ele se deixa gravar. Aqui se faz analogia com os computadores MAS tal analogia é só aproximação porque nos PCs separam-se dados e processamento e no córtex todo o processo é integralizado, dados e processamento ocupam a mesma rede neuronal. Mas como não se pode gravar no córtex durante o dia, para onde vão os dados? É no hipocampo que guardamos as informações durante o dia. Este se assemelha neuronalmente ao córtex, ocorre contudo que seus dados são COPIADOS para o córtex todas as noites durante os sonhos e o hipocampo é depois apagado. Uma vez no córtex, os dados ficam retidos para sempre... Freud já defendia que não existe esquecimento o que existe é não-lembrança... Esquecer é na verdade não lembrar. Prova-se esta asserção pelo simples fato de se conseguir lembrar de coisas em situações especiais ou ainda sob hipnose (então o dado não foi apagado...). Mas como fazer com que uma informação seja transferida para o córtex?
Ao contrário do cerebelo, onde escolhemos exatamente o que queremos gravar, no córtex o sistema que copia do hipocampo para ele é inconsciente! O critério de escolha do que se copia é dado pela “profundidade” das marcas deixadas no hipocampo. Estas podem ser mais “marcantes” se tiverem uma emoção qualquer associada (lembram das piadas?) ou então se fizermos deliberadamente marcas mais fortes em certos saberes simplesmente os ESTUDANDO! Quando se estuda, quando se lê e se busca compreender um dado conceito, o esforço empregado atribui um certo valor que o sistema inconsciente de cópia RECONHECE como importante e o copia. O truque então é simples: Basta que o aluno ESTUDE no mesmo dia da aula o que lhe foi ensinado! Tem de ser no mesmo dia para que o conteúdo da aula dada esteja no hipocampo. O problema aqui é fazer com que o alune estude...

Como convencer nosso aluno a estudar?

 Não se consegue ensinar alguém desmotivado. Os alunos já sabem que precisam ser independentes, trabalhadores, úteis e remunerados para, futuramente, levar sua própria vida. Essa estratégia funciona? Para muitos funciona, mas não para todos. Muitos estão ainda muito imaturos para entender esses argumentos ou muitos contam com um apoio familiar que julgam infinito. Há também o reforço negativo. As ameaças, a negação de coisas, de viagens e etc. Funciona? Para muitos funciona. Mas não para todos. Enfim, não é possível afirmar que a mesma MOTIVAÇÃO funcione para todos, dai ter MAIS um tipo de motivação é útil por ampliar nosso leque de opções.

Inteligência pode ser ensinada?

Foi crença comum que a inteligência de cada pessoa fosse um dom individual e estático. Tal crença se baseava em certas proposições daPsicologia tradicional e no senso comum. Eu também – confesso – pensava assim, até que o Professor Piazzi me mostrou o oposto e fui investigar. Inteligência pode ser
sucintamente definida como: “Capacidade de resolver problemas”. Mas, que tipo de problemas? Qualquer tipo de problemas, seja de ordem material ou espiritual.
Resolver problemas exige memória, poder de análise, poder de síntese, percepção aguda da realidade, imaginação, capacidade de depreender a ordenação em uma realidade E/OU de impor sua própria ordenação a uma realidade caótica. Diante de um mesmo problema pessoas diferentes tem reações diferentes. Alguns saem da situação e outros ficam estáticos sem saber o que fazer OU fazendo - patéticamente - coisas que não resolvem. Vamos dar um exemplo prático: A mãe sai para comprar o
almoço e deixa dois pimpolhos, de 4 e de 7 anos em casa. Ela esconde o pote de biscoito no alto do armário da cozinha e o mais novo assiste a isso imaginando ser um obstáculo intransponível. O mais velho, ao saber disso, simplesmente pega uma cadeira, encosta no armário, sobe no assento, sobe no encosto e pega o pote e os dois se refestelam no chão da cozinha... O mais novo, agora, diante do mesmo problema já sabe o que fazer... Se antes ele não teve inteligência pra resolver o problema, agora ele tem! É óbvio que o mais velho terá sempre mais inteligência/experiência que o mais novo MAS o contato faz com que o mais novo se aprimore... Cada vez que aprendemos algo nos tornamos aptos para resolver MAIS problemas, ora, assim sendo, nos tornamos MAIS inteligentes. Podem objetar essa idéia alegando que o que primeiro resolveu é que é inteligente, o outro só imitou, entretanto, com o tempo, com a experiência, a mente vai depreendendo por sí mesma as estratégias de pensamento empregadas nos exemplos de solução e passa a solucionar por si só.... Observem os exemplos a seguir:

1) 35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! 4R4BÉN5!



2) De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. Itnereasste não? Não é Aussatosdr o que nsosa mnete é cpaaz de fzaer? Vcêos sbaaim dsiso?

Pensem na vantagem desta concepção: Se adotarmos estratégicamente que inteligência pode ser ensinada, que compomos uma escola de inteligência e que a nossa tarefa é aumentar a inteligência dos alunos fornecemos mais uma motivação. Uma analogia: Há na natureza pedras de magnetita. Estas atraem por sí mesmas o ferro, contudo, se atritarmos magnetita a um pedaço de ferro este também passa a atrair ferro. Nossos alunos são como pedaços de ferro e nós somos como magnetita e é com o ATRITO, contato, aula e exemplo que tornamos nossos alunos mais inteligentes! Vamos confessar: Quem de nós deduziu sozinho a fórmula de Báskara no ensino médio ou na faculdade? Quem de nós depreendeu sozinho as propriedades dos lantanídeos da tabela periódica? Ou, quem de nós deduziu de per sí a teoria dos sólidos de Platão? Nós
apreendemos tudo isso com os gênios do passado e hoje repassamos aos nossos pupilos... Isso nos torna menos inteligentes? Claro que não! Gênios sempre haverão. Aprender com eles e ensinar o que eles descobrem é nossa função. Não podemos dizer que nossa escola forme gênios por que - estes sim– são singulares, MAS, podemos defender, sem medo, que ensinamos inteligência!

Como se deve então estudar?

Estudar é esforço pessoal e intransferível. É o córtex do estudante que recebe a informação. É refletindo sobre o conteúdo, questionando, descobrindo por sí mesmo, que as conexões, as sinapses (ligações entre neurônios) vão se formando no hipocampo e quanto melhores elas forem, melhor a qualidade da cópia que irá para o córtex. Um caderno é essencial. Quando o estudante escreve COM SUAS PRÓPRIAS PALAVRAS um conceito apreendido ele se torna proprietário deste saber. Mas vale uma ressalva: Reter palavras não é o mesmo que reter conceitos! Palavras expressam conceitos, MAS são só suas expressões. Nós as usamos para comunicar e interpretar conceitos. É muito comum alunos decorarem palavras e repeti-las nas provas dando a impressão que compreenderam os conceitos quando, na triste verdade, só repetem palavras e é necessário aplicar estratégias para detectar tal erro. Os novos tipos de exames, como o ENEM ou vestibulares detectam isso.

Relato de um experimento prático =>

A partir da metade do segundo trimestre de 2010 testei a Neuropedagogia. Expliquei a estratégia aos alunos, os convenci que podem se tornar mais inteligentes e lhes cedi os últimos vinte minutos das aulas para que desenvolvessem solitariamente, na minha presença, o Questionário universal. (verso desta folha). Tal questionário é a minha estratégia para ajudá-los a fazer as conexões sobre os conteúdos ensinados. Ao responder as perguntas, O que é? Quem fez? Como fez? Quando? Como? e Porque? O aluno pensa, raciocina e surgem dúvidas e ele pensa mais e busca no texto e reflete de novo... O que percebi foi que alunos interessados mas medíocres tiveram GRANDE melhora em suas notas e grande melhora na retenção. Alunos brilhantes são brilhantes com qualquer sistema ou professor. Alunos desinteressados dificilmente se engajam em qualquer tarefa MAS este método se mostrou VALIOSO para aqueles alunos interessados que precisavam de uma estratégia para estudar (a imensa maioria). Com a melhora da nota se vê claramente que os índices de qualidade melhoram no geral. Tal questionário é útil para fixar os conceitos nas disciplinas onde os conceitos exigem reflexão, ou seja, praticamente todas.

Mãos a obra,
 
AUTOR: Professor Marco André => Filosofia e projetos

fonte de pesquisa: http://www.faetec.rj.gov.br/eeefvm/images/neuropedagogia_professores.2.pdf

TDAH na dislexia: uma comorbidade frequente.



Muitas crianças e adultos são criticados por falta de atenção, impulsividade por deixarem tudo largado ou pela metade. É comum tentar explicar estas características como traços de personalidade, irresponsabilidade ou falta de interesse. Mas quando essa falta de atenção, descuido ou adiamento crônico são muito intensos, é possível ser um caso de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).


O TDAH é um transtorno neurobiológico de causas genéticas que aparece na infância e pode ou não acompanhar o indivíduo por toda a sua vida. Caracteriza-se principalmente por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. É comum o transtorno apresentar comorbidade com outras doenças ou transtornos, como a dislexia. Em crianças com dislexia, as chances são maiores. Segundo a psicóloga Maria Inez, da Associação Brasileira de Dislexia, até 50% dos casos de dislexia podem ter TDAH.

Para o psiquiatra Mario Louzã, coordenador do Projeto de Déficit de Atenção e Hiperatividade (PRODATH) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, a explicação pode estar na gênese das duas doenças. “É possível que ambas tenham uma base neurobiológica comum, ligada à maturação do sistema nervoso central”, explica.


Diagnóstico e tratamento

Assim como na dislexia, o TDAH costuma ser mais reconhecido quando a criança começa a frequentar a escola e a demanda por atenção aumenta. Segundo Louzã, neste período a criança já consegue permanecer sentada por algum tempo e prestar atenção em uma aula. Agora, se a criança apresenta muita inquietação, não conseguindo ficar quieta ou sentada durante uma atividade – seja uma aula ou uma refeição – este comportamento já deve levantar suspeita de TDAH.

Durante o diagnóstico de dislexia também é possível identificar a doença. “Percebemos traços do TDAH quando a criança fica a todo o momento falando o que acontece em volta, olha e pergunta sobre várias coisas ao mesmo tempo e não se lembra do que perguntamos. Ao percebermos sinais dessa hiperatividade, a criança é encaminhada para o neurologista, para fechar o diagnóstico”, explica Maria Inez.

O diagnóstico clínico de TDAH é feito por observação e pelo histórico relatado pela família. “Não existem exames de laboratório capazes de fazer o diagnóstico da doença”, diz o psiquiatra.

Além de medicação, o tratamento do TDAH é feito por meio de outras abordagens terapêuticas que incluem a psicoterapia, psicopedagogia e fonoaudiologia – quando há dislexia associada.



Chances de cura aumentam se tratamento começar na infância


Existem graus mais leves e mais graves da doença, com sintomas mais ou menos intensos. Por este motivo, o TDAH pode ter seu diagnóstico feito tardiamente. Quando o tratamento tem início na infância, as chances de o paciente ter remissão total da doença até chegar à fase adulta são grandes. “Outra parte continua com sintomas e precisa continuar o tratamento”.

Para o disléxico com TDAH, tratar da doença oferece melhor qualidade no aprendizado. “A desatenção causa um prejuízo ainda maior em termos do rendimento geral da criança no aprendizado. Assim, o tratamento auxilia no controle do foco de atenção e melhora a capacidade de leitura da criança. Tanto o tratamento do TDAH quanto o da dislexia demandam não só medicação, mas também as abordagens psicoterápicas complementares”, afirma Louzã.

Estratégias em sala de aula


Os professores também têm um papel fundamental na recuperação da criança para o desenvolvimento do aprendizado. Algumas ações em sala de aula podem auxiliar o aluno.

Atitudes simples como colocar a criança em um local onde ela se distraia o mínimo possível colaboram neste processo. “Ela deve sentar mais à frente, não necessariamente na primeira carteira, mas em um lugar onde consiga ouvir a professora. Deve também ficar no meio da sala de aula – longe da janela e da porta”, diz Inez.

Utilizar assuntos de interesse da criança também facilita. O importante, segundo Maria Inez, é que durante o tratamento a criança tenha percepção de sua condição para progredir. “A criança precisa perceber que ela é desatenta”, conclui.


Fonte: O que eu tenho?

FONTE DE PESQUISA: http://www.enfermagemesaude.com.br/noticia/noticias/3692/tdah-na-dislexia-uma-comorbidade-frequente