segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Distúrbio auditivo em debate na Câmara Legislativa.

06/10/2010 12:05





A iniciativa do debate é da deputada Erika kokay (Foto: Carlos Gandra/CLDF)


Por iniciativa da deputada Erika Kokay (PT), a sessão ordinária da Câmara Legislativa desta quarta-feira (6), a partir das 15h, no Plenário, será transformada em Comissão Geral para que parlamentares, sociedade civil e comunidade escolar debatam a Desordem do Processamento Auditivo Central (DPAC). Não se trata de perda auditiva. O distúrbio é uma falha nas habilidades perceptivas auditivas, mesmo com audição normal, que está associada às dificuldades de aprendizagem.


Hoje no Distrito Federal uma pequena parte dos alunos DPAC em tratamento no Centro de Apoio ao Surdo (CAS) pertence ao Centro de Ensino 01 de Brasília. Embora matriculados regularmente, eles não têm condições de acompanhar o sistema de ensino comum.

"Muitos foram inseridos na proposta de inclusão, contudo não houve êxito em seus desenvolvimentos acadêmico ou mesmo psicossocial. Situação que tem se agravado e os alunos sentem-se frustrados e discriminados pela realidade que os acomete. A desinformação por partes dos profissionais em educação ainda é muito grande, o que leva à segregação dos alunos acometidos de DPAC", destaca Erika Kokay ao comentar a importância de se debater o tema.




FONTE DE PESQUISA: http://www.cl.df.gov.br/cldf/noticias/disturbio-auditivo-em-debate-na-camara-legislativa

DPAC é a dificuldade em manter a concentração num ambiente ruidoso.



Distraído pelo barulho


Desatenção e notas baixas na escola não são sinônimo de falta de inteligência. Às vezes o problema está na incapacidade de lidar com barulho, mas poucos médicos sabem disso.

por Fábio Peixoto

Por mais que estudasse, a paulista Glaudys Garcia não tirava notas maiores que 4. A mãe e os professores se esforçavam para lhe ensinar coisas simples, mas ela não prestava atenção em nada. Era insegura, distraída, tinha medo de falar ao telefone e não se concentrava nos livros. Acabou se isolando dos colegas. Depois de passar por vários médicos e psicólogos, sua mãe tentou um último recurso: levou-a a uma fonoaudióloga. Em três meses Glaudys estava curada. Hoje ela tem 13 anos e no seu último boletim não há nenhuma nota menor do que 6.

Pode parecer estranho, mas o problema era de audição. A menina, assim como outras centenas de milhares de crianças, sofria de desordem do processamento auditivo central, ou DPAC, um distúrbio reconhecido há apenas quatro anos que raramente é diagnosticado pelos médicos, mas pode estar afetando milhões de brasileiros. Em geral, a disfunção surge da falta de estímulos sonoros durante a infância. As estruturas do cérebro que interpretam e hierarquizam os sons se desenvolvem nos treze primeiros anos. Até essa idade, as notas musicais, as palavras e os barulhos vão lentamente nos ensinando a lidar com a audição. Justamente nessa fase, Glaudys pode ter tido problemas no ouvido que atrapalharam a entrada de sons. Acabou formando mal o seu sistema auditivo. Todos os inconvenientes pelos quais passou eram conseqüência disso.

Um dos principais sintomas da DPAC é a dificuldade em manter a concentração num ambiente ruidoso. “Quem sofre desse mal não consegue prestar atenção em uma coisa só”, diz a neurologista Denise Menezes, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. “Na sala de aula, não separa o que a professora diz do latido de um cachorro do lado de fora”, acrescenta.

A DPAC é comum nas grandes cidades, onde o barulho excessivo prejudica a percepção de estímulos sonoros e a poluição provoca alergias que bloqueiam a orelha com muco. Crianças que têm inflamações freqüentes nos ouvidos também podem sofrer da desordem. O pior é que, por ser pouco conhecida, a DPAC costuma ser confundida com falta de inteligência ou com alguma deficiência mental. Mas, como mostra o caso de Glaudys, uma coisa não tem nada a ver com a outra.

O mundo é barulhento demais

Para uma vítima de DPAC, o mundo se transforma numa interminável confusão de barulhos desconexos e embaralhados de onde é quase impossível pescar os sons que realmente interessam (veja infográfico). O ar-condicionado vira um zunido infernal que se sobrepõe às vozes dos outros. O telefone torna-se uma máquina indecifrável, porque o cérebro não consegue decodificar a fala do interlocutor em meio à distorção normal de qualquer ligação. Também não é fácil entender a entonação das frases. Uma pergunta pode soar como uma afirmação e uma ironia acaba parecendo a frase mais séria do mundo. Os amigos acabam se afastando, já que ninguém gosta de conversar com alguém que não entende o que os outros dizem.

A fala também é prejudicada. “Os processos de linguagem se desenvolvem ao mesmo tempo que os de audição”, explica a fonoaudióloga Liliane Desgualdo, da Universidade Federal de São Paulo, pioneira no diagnóstico da DPAC no Brasil. “Uma criança pode não aprender a falar bem se não souber lidar com os sons.” A leitura acaba igualmente afetada. “Mesmo num lugar silencioso, uma pessoa com DPAC encontra problemas em entender um texto porque, para tanto, é necessário associar as palavras ao som que elas têm”, conta a psicopedagoga Ana Silvia Figueiral, de São Paulo. Todo esse esforço para realizar atividades corriqueiras é demais para o cérebro. Chega uma hora que ele não resiste e “desliga”. Por isso, as vítimas do problema são sempre muito distraídas.

Enfim, tudo se torna uma tarefa dura. O ouvido até percebe os sons, mas o cérebro, iludido pela falta de estímulos na infância, não sabe o que fazer com eles. Os médicos geralmente não percebem a disfunção porque ninguém desconfia que sintomas tão variados possam estar todos ligados à audição, menos ainda quando constatam em exames que o ouvido funciona normalmente. E, se o diagnóstico não é feito, não há como curar (veja quadro à direita).

Reaprendendo a escutar

A DPAC só foi reconhecida nos Estados Unidos em 1996, quando a Associação Americana de Fala, Linguagem e Audição chegou a um consenso sobre seus sintomas e suas formas de tratamento. Ainda se sabe pouco sobre as causas – a falta de estímulos sonoros está entre elas, mas suspeita-se também de razões genéticas e de má alimentação. “Uma coisa é certa: a desordem está relacionada à classe social”, afirma Liliane. Ela fez uma pesquisa em colégios de São Paulo e constatou que, nas escolas particulares, entre 15% e 20% das crianças têm DPAC em algum grau. Nas escolas públicas, onde há uma proporção bem maior de alunos pobres, o índice chega a alarmantes 70%. A razão disso é que crianças mais pobres geralmente ouvem menos música, têm mais inflamações no ouvido, menos acompanhamento de pediatras e psicólogos e se alimentam pior, o que também pode prejudicar a formação do sistema auditivo. Infelizmente, a imensa maioria delas carrega esse estorvo para a idade adulta sem ao menos desconfiar que a cura pode estar ao alcance da mão.

Para Saber Mais

Processamento Auditivo Central – Manual de Avaliação, Liliane Desgualdo Pereira e Eliane Schochat, Editora Lovise, São Paulo, 1997.


fpeixoto@abril.com.br

Algo mais


Se um bebê toma mamadeira deitado, existe a perigosa possibilidade de o leite ser acumulado atrás dos tímpanos, prejudicando o desenvolvimento das vias auditivas. Todo o cuidado é pouco, porque a capacidade de receber sons se forma até os 2 anos.

A culpa é do ouvido
Alergias na infância podem acabar prejudicando a atenção e o desempenho escolar.

Mal urbano
Nas grandes cidades é comum crianças terem alergia causada pela poluição. Dependendo do caso, o muco se acumula atrás dos tímpanos. Essa é uma das causas de problemas no processamento auditivo.

Lápis insuportável
Quem teve problemas de audição na infância pode ficar com os neurônios do tronco cerebral mal conectados. O resultado é que sons triviais, como o de um lápis que cai, tornam-se insuportáveis. Fica impossível concentrar-se numa prova.

Anos cruciais
Até os 7 anos, se desenvolve a parte auditiva do tronco cerebral, importante para localizar a origem dos sons e notar um barulho entre vários.

Bem formado
Aos 13 anos, um menino saudável completa o desenvolvimento auditivo. Os neurônios de suas estruturas já são muitos e estão bem interligados.

Tudo é difícil
Situações banais viram obstáculos para um deficente auditivo.

Sem graça
Por não notar sentidos escondidos, o deficiente auditivo é incapaz de entender muitas piadas.

Falso rebelde
Na escola, como ele não é capaz de ordenar os sons, fica difícil entender as aulas. O professor muitas vezes acha que o menino desafia sua autoridade, pois não consegue seguir atividades simples.

Onde está?
Vítimas do distúrbio não conseguem saber de onde vem um som. É que o cérebro não pode calcular sua origem, uma operação que exige o processamento simultâneo do que ouvem os dois ouvidos.

O que faço?
O menino deficiente não sabe o que fazer com a bola porque não consegue entender o que os colegas gritam. Ele se desconcentra nos momentos que exigem a hierarquização dos sons.



Como funciona o tratamento

Apesar da gravidade do problema, a DPAC tem cura.
Uma das principais responsáveis pela pesquisa da terapia para o distúrbio no Brasil, a fonoaudióloga Liliane Desgualdo conta que o tratamento consiste em dar às pessoas os sons que elas deveriam ter ouvido durante as fases de desenvolvimento do processamento auditivo. Mesmo após os 13 anos, as áreas auditivas do cérebro podem ser aperfeiçoadas, desde que sejam submetidas a uma grande quantidade de estímulos. Uma das atividades é fechar o paciente em uma cabine e submetê-lo a vários sons misturados, acustumando-o aos poucos a distinguir um do outro. A terapia dura de seis meses a um ano.

A equipe de Liliane, uma das poucas especializadas no assunto no país, tem conseguido curar 80% dos pacientes que chegam às suas mãos – dos 20% restantes, pouquíssimos não apresentam alguma melhora.

Além do tratamento fonoaudiológico, é importante que haja também um acompanhamento psicopedagógico. "Os maiores danos da DPAC são na auto-estima. Depois de curado, um sujeito pode ainda se achar incapaz", alerta Ana Silvia. Afinal, não é fácil para um ex-paciente se acostumar com a idéia de que é inteligente depois de ter passado décadas acreditando que não é.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A escola e o professor, oferecendo uma educação conforme as características do aprendente.



É fundamental contribuir para uma promoção de sucesso das crianças disléxicas e imprescindível melhorar o fluxo da informação entre a escola e a comunidade, de modo que pais e alunos possam conhecer tanto aquilo que a escola pode oferecer como as limitações com que se debate; organizar encontros entre a equipe especializada e todos os interessados, para que possam adotar uma abordagem de colaboração e cooperação que torne mais fácil a busca de soluções.

Os professores devem saber que os alunos com dislexia podem ser bem sucedidos na escola, precisando é de formas diferentes de ensino; devem ser positivos e construtivos: reconhecer que uma criança com dificuldades específicas de aprendizagem pode demorar mais tempo a aprender e cansar-se rapidamente; deve ser cuidadoso não aplicando rótulos negativos; assegurar um ambiente educativo estruturado, previsível e ordenado; deve saber que ameaças ou chantagens não motivam a criança com dislexia, ela necessita de instruções claras e de um ritmo mais lento e repetido; deve valorizar as capacidades da criança, apoiando-se nos seus pontos fortes (Cogan,2002). O mesmo autor refere que o professor deve manter-se informado acerca dos problemas encontrados pelos disléxicos; reconhecer que um ensino por objetivos voltado para as competências e utilizando uma metodologia multisensorial pode ser de grande utilidade; reconhecer a frustração sentida pelo aluno com dislexia e que pode acarretar possíveis problemas de comportamento ou auto-estima. É fundamental, destacando a relevância do professor no apoio ao aluno com dislexia, que ele demonstre atenção e compreensão; construa uma boa relação professor-aluno; lembrar-se que esta criança aprende de uma forma diferente, mas que é capaz de aprender; saber que na realização de suas atividades, trabalhos e provas, sua oralidade é a melhor habilidade indicada, pois revela grandes lacunas no que diz respeito à parte escrita; fazer com que outras crianças compreendam a natureza da dislexia, para evitar zombarem e importunarem os colegas portadores da mesma.

Vale ressaltar que a Lei nº 7.853 de 24/10/89- regulamentada pelo Decreto nº 3.298 de 21 de dezembro de 1999, assegura alguns direitos à educandos com necessidades educacionais especiais, como: as instituições de ensino deverão oferecer adaptações de provas e os apoios necessários, previamente solicitados pelo aluno portador de deficiência, inclusive tempo adicional para realização das provas, conforme as características da deficiência; adotar orientações pedagógicas individualizadas, e outras garantias.

A escola e o professor, oferecendo uma educação mais apropriada estarão colaborando com o sucesso escolar desses alunos, portanto é bastante eficaz fazer uso de materiais diversificados no apoio das aulas, oferecer resumo dos conteúdos que serão abordados, ministrar suas aulas com clareza e repetição, dar instruções orais e escritas ao mesmo tempo, apresentar novas palavras de forma contextualizada, realizar sempre que possível aulas de revisão e traballhos em grupo, fazer a leitura em voz alta antes de iniciar a avaliação e acrescentar o tempo para a realização da mesma, entre outros.

A queixa mais frequente nos últimos anos é o baixo desempenho escolar, relacionado a vários fatores, dentre eles os transtornos de aprendizagem existentes (dislexia, dislalia, discalculia, disgrafia, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade entre outros). Gostaríamos de destacar a dislexia, dada a importância de seu conhecimento para a concepção dos educadores e intervenção escolar.


A definição mais utilizada, segundo ABD (Associação Brasileira de Dislexia) é a de 1994 da International Dyslexia Association (IDA): Dislexia é um dos muitos distúrbios de aprendizagem. É um distúrbio específico de origem constitucional caracterizado por uma dificuldade na decodificação de palavras simples que, como regra, mostra uma insuficiência no processamento fonológico. Essas dificuldades não são esperadas com relação à idade e a outras dificuldades acadêmicas cognitivas; não são um resultado de distúrbios de desenvolvimento geral nem sensorial. A dislexia se manifesta por várias dificuldades em diferentes formas de linguagem frequentemente incluindo, além das dificuldades com leitura, uma dificuldade de escrita e soletração. Segundo os critérios do DSM IV-TR (2002), o transtorno de leitura (dislexia), consiste em rendimento em leitura substancialmente inferior ao esperado para a idade cronológica, inteligência e escolaridade do indivíduo.

As tentativas de definir e explicar as causas da dislexia foram inúmeras nas últimas décadas, sendo que as principais são as que explicam a dificuldade como:a)fator relacionado à herança(Vogler, Defries & Decker,1985, Apud Ellis,1995); b)fator relacionado à lateralização cerebral de Geschwind-Behan-Galaburda, teoria GBG, referindo-se ao fato de um atraso no desenvolvimento hemisférico esquerdo, durante o período embrionário; c)fator relacionado ao comportamento social diferente entre meninos e meninas, propondo que meninas tem comportamentos mais socialmente aceitos que meninos, principalmente na escola.

Segundo alguns autores, a dislexia é de origem familial quando presente em cerca de 35% a 40% dos parentes de primeiro grau e herdada quando ocorre hereditariedade em 50% de uma mesma família. (Pennington,1997; Grigorenko et al. 2000,2003; Nopola-Kemmi et al , 2002; Hsu et al, 2002).

A Associação Brasileira de Dislexia fornece dados relatando que, a maior incidência da população mundial que apresenta dificuldade de aprendizagem (10 a 15%), está contida no quadro de disléxicos.

A história familiar é um dos fatores de risco mais importantes: 23 a 65% das crianças disléxicas têm um parente com dislexia (Scarborough,1990).

Entre irmãos, a taxa é de 40%, já entre pais e filhos é de 27 a 49%(Pennington and Gilger,1996).

Segundo o DSM-IV e nos EUA, é de 4% a estimativa da prevalência da perturbação da leitura nas crianças com idade escolar. No entanto, conforme vários autores essa percentagem já se encontra entre 5 a 10%. Berger et al. (1975) realizaram estudo na Inglaterra e constataram ser mais freqüente em meninos.Contudo, estudos mais recentes apontam para uma maior proporcionalidade entre ambos os sexos quando utilizam amostras não clínicas (ABD, 2008).

De acordo com Gorman(2003) e Pennington(1997), as causas da dislexia são neurobiológicas e genéticas, sendo também encontrados estudos que descrevem fatores ambientais.

Considera-se também o nível socioeconômico das famílias, porém as de nível baixo lêem menos para seus filhos e fazem poucos jogos de linguagem com eles, a falta dessas experiências pré-escolares parece retardar o desenvolvimento de habilidades posteriores de leitura (Pennington,1997).

Não há uma característica padrão para todos os disléxicos; consistem num conjunto de sinais e sintomas combinados nos mais variados graus. A dislexia pode apresentar sintomas comuns a outras patologias (Ciasca,2003, p.62).

Estão presentes algumas manifestações no distúrbio específico de leitura: incapacidade de decodificação e dificuldade em tarefas de memória fonológica, também no tratamento ortográfico da informação; danos na via de conversão grafema-fonema; comprometimento e ou bloqueio da via lexical e não-lexical; desempenho muito ruim ou ausência na leitura de estímulos não familiares e pseudopalavras (palavras não reais); maior facilidade para leitura de palavras concretas e freqüentes; preservação da leitura de palavras isoladas; dificuldades no campo visual do lado contralateral ao da lesão cerebral e de leitura de vários itens quando apresentados simultaneamente; leitura letra por letra preservada (Ciasca, 2008, p.72).

Segundo Estill (2005) observa-se no comportamento das crianças que apresentam dislexia, diversos sinais visíveis, entre eles:
- atraso no desenvolvimento da fala e linguagem;
- histórico familiar;
- lentidão nas tarefas de leitura e escrita, porém desempenha-se bem nas orais;
- não compreende o que escreve;
- confusão de letras com diferente orientação espacial (p-q, b-d);
- confusão de letras com sons semelhantes (t-d, f-v);
- inversões de sílabas ou palavra (par - pra);
- substituições de palavras com estrutura semelhante;
- omissão, adição ou repetição de letras ou sílabas;
- dificuldades rimas-canções;
- falta de coordenação motora fina e ou grossa;
- falta coordenação mão e olho;
- desatenção e dispersão;
- disgrafia;
- desorganização geral (tempo e espaço), desengonçado;
- fraco senso de direção (dir/esq), mapas, dicionários;
- dificuldades visuais: postura de cabeça-organização do trabalho na folha;
- dificuldade em aprender nomes de letras ou sons do alfabeto;
- dificuldade aprender relação grafema-fonema;
- problemas de conduta na sala de aula mostrando-se tímido ou “exibicionista”.

 Dificuldade do professor frente ao diagnóstico

A falta de conhecimento das características de crianças disléxicas por parte dos professores, pais e gestores educacionais, desfavorece o processo ensino- aprendizagem.


De acordo com Collares e Moysés (1992), o uso da expressão “distúrbio de aprendizagem” está se expandindo entre os professores, porém, a maioria deles não conhece devidamente o significado dessa expressão ou quais os critérios baseados para utilizá-la no contexto escolar.


Nas instituições de ensino, professores relatam que crianças inteligentes apresentam grande dificuldade para escrever e ler. Esses profissionais geralmente são os primeiros a observar as dificuldades em crianças disléxicas, porém, sem informações e conhecimentos devidos acerca das dificuldades específicas encontradas na dislexia. É primordial saber detectá-las para facilitar seu trabalho, lidar melhor, apoiar o aluno, fazer encaminhamentos necessários para os serviços competentes e posteriormente uma intervenção pedagógica (Weiss, 2008, p. 93-101).


A Instituição escolar se confronta com um dilema: o desafio de atender ás diferenças de aptidões entre os alunos e, ao mesmo tempo, prepará-los para atingir objetivos estandardizados; surgindo as situações problemáticas quando consideramos alunos com dificuldades de aprendizagem, como é o caso da dislexia.

 Diante do tema pesquisado é possível chegar às seguintes conclusões: ainda há um distanciamento entre pesquisa e prática em muitas áreas da Educação, especialmente na avaliação e ensino da leitura; a escola ainda não responde eficazmente ao desafio de trabalhar com as necessidades educacionais, relacionadas às dificuldades de linguagem no que se refere à leitura e escrita, chamando atenção para a ausência de esclarecimento adequado a respeito do insucesso da aprendizagem escolar.

O diagnóstico, avaliação, identificação e intervenção mais adequadas de crianças com dislexia são fundamentais para a superação das dificuldades escolares e contribuem na melhoria do desenvolvimento psicológico das mesmas; é necessária a elaboração de estratégias mais eficientes de intervenção, a orientação aos pais e professores é parte fundamental desse programa; é imprescindível um encaminhamento dessas crianças com dislexia a uma equipe de profissionais competentes, sendo relevante proporcionar aos professores contínua reciclagem para que possam vir a responder às necessidades específicas desses alunos.


FONTE DE PESQUISA: http://www.psicopedagogia.com.br/new1_artigo.asp?entrID=1299

domingo, 24 de outubro de 2010

Dificuldades de aprendizagem na infância.



Vou falar sobre um dos problemas que mais atemorizam pais e as próprias crianças: falta de aprendizagem escolar. Em primeiro lugar, vamos distencionar ao ler o artigo, relaxe os ombros, mexa cabeça, gire seu pescoço, pensa que é brincadeira? Falo muito sério. Pelos anos de experiência que vivi como Diretora Pedagógica Escolar e exercendo também a Psicopedagogia Institucional era o que mais me chamava a atenção a angústia, a tensão que as famílias encaravam as dificuldades educacionais de seus pequenos. Principalmente na época da alfabetização formal, vejo que não é somente a criança que se encontra em processo de alfabetização, toda a família se preocupa, se desgasta em acompanhar o filho, por vezes, trilhar o caminho da alfabetização que acaba se tornando, para alguns, o Caminho das Pedras.


Quando a criança vem cedo para a Escola, os profissionais da Educação têm mais tempo para detectar se a criança possui algum problema, seja do mais simples,por exemplo,visão ou audição até alguns mais complicados como a dislexia ou a temida Hiperatividade que tem várias causas,embora sejam crianças muito inteligentes, não têm a aprendizagem condizente com o grau de inteligência.

São casos e mais casos que abarrotam salas de Coordenadores Pedagógicos que encaminham estas crianças para Neurologistas, Oftalmologistas, Otorrinolaringologistas, Psicólogos, Psicopedagogos e Fonoaudiólogos.

Muitos pais vinham a minha procura nas Escolas por onde passei, ansiosos querendo saber o que poderiam fazer para ajudar seus filhos,sempre respondi: - SENDO PAIS! Criança em casa precisa de Família que a ajude a se organizar, ser cuidadosa com seu material, que lhe eduque, lhe coloque limites e lhe dê muito carinho. É essa a fórmula principal da Família que quer ajudar seu filho na escola, fazer com que ele aprenda a ser responsável, assíduo e pontual, que faça seus deveres de casa. Mas, pára por aí. O desgaste que observava em algumas famílias com crianças que tinham dificuldade de aprender era impressionante, muitos pais acham que os filhos têm preguiça de estudar, porque não entendem que hoje em dia o “estudar” que ele conheceu na escola MUDOU RADICALMENTE! Não dá para se ensinar uma criança para ONTEM, isto é passado.

Precisamos ensinar nossas crianças para um Futuro que desconhecemos como será. Temos algumas idéias de que tipo de Homem precisamos formar para ter sucesso no FUTURO: ser criativo, responsável, aprender a aprender sozinho, ter iniciativa, saber trabalhar em equipe, saber ouvir mais do que falar. Essas são algumas características que a maioria dos teóricos em Educação e Profissionais de Educação consideram como indispensáveis em qualquer sociedade do futuro.

A criança nasce potencialmente pronta para aprender. A falta de aprendizagem é SINTOMA de que algo não vai bem com esta criança. Pais, deixem a educação escolar para ser trabalhada pela Escola, procurem a Equipe Pedagógica para esclarecer qualquer dúvida. Se forem aconselhados a levar seu filho a um especialista, não demorem, qualquer atraso pode redundar em fazer essa criança perder um ano, repetir um ano. Já está provado que repetir um ano escolar derruba qualquer auto-estima infantil. Afinal quem gosta de ser REPROVADO em qualquer situação da vida até hoje, como adulto?

Ninguém melhora com reforço negativo. Saibam que um REFORÇO POSITIVO vale mais que vinte reforços negativos. Brigar com uma criança que tem dificuldade na aprendizagem é quase uma covardia, ela não é preguiçosa, o que o seu corpinho demonstra em se espreguiçar, abrir a boca, pedir para beber água ou ir ao banheiro é um pedido de SOCORRO, “alguém me entenda, por favor? Não estou entendendo nada!”.

Por isso, prezado leitor, é necessário que se escolha bem em que escola vai matricular seu filho, que Teoria de Aprendizagem a escola segue, se é tradicional, se é construtivista, sociointeracionista, montessoriana. Por vezes, a criança que tem problemas escolares numa determinada escola, basta mudar para outra que cessam todos os sintomas descritos acima.

Prezado leitor, se manifestar desejo em se aprofundar mais nesse assunto, é só escrever, eu farei a continuidade do tema.





FONTE DE PESQUISA: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.untitled.com.br/wp-content/uploads/2008/03/people0002big.jpg&imgrefurl=http://www.untitled.com.br/peopleware/dificuldades-aprendizagem-infancia.html&usg=__RFO-z7aPFikZvvbdm3vd3SyDE-4=&h=335&w=575&sz=162&hl=pt-br&start=42&sig2=jSTEm-f0RwWR52-fkBHzKw&zoom=1&um=1&itbs=1&tbnid=WP7NDA59T-7VYM:&tbnh=78&tbnw=134&prev=/images%3Fq%3DAPRENDIZAGEM%26start%3D40%26um%3D1%26hl%3Dpt-br%26sa%3DN%26rls%3Dcom.microsoft:pt-br:IE-ContextMenu%26rlz%3D1I7GFRE_pt-BR%26ndsp%3D20%26tbs%3Disch:1&ei=X1jETP6QG4KB8gaE_rTZBg

Fatores Biológicos das dificuldades de aprendizagem,





Os fatores biológicos que contribuem para a ocorrência de uma dificuldade de aprendizagem podem ser divididos em quatro categorias:


Lesão Cerebral –algumas dificuldades podem surgir de uma lesão cerebral, naturalmente que nem sempre este é o caso;

Alterações Desenvolvimentais – durante a gestação o sistema nervoso do bebé desenvolve-se por etapas e esse desenvolvimento continua após o seu nascimento. Quando por alguma razão alguma etapa desse desenvolvimento é alterada, pode gerar uma dificuldade de aprendizagem.

Desequilíbrios Químicos – os neurotransmissores fazem a comunicação entre as células cerebrais. Qualquer alteração química pode fazer com que essa comunicação falhe, o que pode contribuir para dificuldades de aprendizagem, nomeadamente transtorno de deficit de atenção/hiperatividade e hipoatividade.

Hereditariedade – a hereditariedade também pode determinar o desenvolvimento de dificuldade de aprendizagem. As dificuldades de aprendizagem promovem um comportamento que complica mais essas dificuldades na escola: hiperatividade, fraca concentração, dificuldade para seguir instruções, imaturidade social, dificuldade com a conversação, inflexibilidade, fraco planeamento e habilidades organizacionais, distração, falta de destreza, falta de controle de impulsos.




FONTE DE PESQUISA: http://www.espacoaprendizagem.info/factores-biologicos-das-dificuldades-de-aprendizagem/

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Saúde Mental e desempenho escolar na infância e adolescência .




Fosse você um menino adolescente de classe econômica baixa, filho de pais separados e vivendo apenas com a mãe, analfabeta e que fez uso de tabaco e álcool durante a sua gestação, suas chances de ter índices normais de Saúde Mental e bom desempenho escolar seriam consideravelmente menores, concorda? Pois então, vejamos: por ser menino um risco 60% maior de ter baixos índices de Saúde Mental e baixo desempenho escolar, por ser adolescente 41%, por pertencer a classe econômica D ou E 210%, por ter pais separados 100%, por não morar com ambos os pais 220%, pelo baixo grau de instrução do chefe da família 250% e, por sua mãe ter usado tabaco ou álcool durante a gestação, respectivamente, 80% e 140% maior o risco de fracasso.


Condição bem diferente você encontraria se fosse menina, classe econômica A ou B, filha de pais casados, vivendo com eles sob o mesmo teto, tendo eles curso superior completo e sua mãe, bem esclarecida sobre os riscos, não tenha feito uso de tabaco ou álcool durante a sua gestação. Crianças e adolescentes nessa condição menos frequentemente fracassam, só mesmo por obra do acaso, da genética, dos acidentes de percurso e de outras variáveis menos prováveis.

Esses e outros dados do mais amplo e atual estudo sobre Saúde Mental em crianças e adolescentes brasileiros, o Projeto Atenção Brasil, serão em breve divulgados no Congresso Aprender Criança, a ser realizado de 6 a 8 de agosto na cidade de Ribeirão Preto (SP). O estudo, idealizado por pesquisadores do Instituto Glia, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, Universidade La Sapienza de Roma e Albert Einstein College of Medicine de Nova Iorque, avaliou perto de 9 mil crianças e adolescentes de 17 estados e 81 cidades brasileiras.

O estudo revela ainda diferenças regionais no comportamento infantil, enquanto as crianças da região Sul mostram-se mais “agitadas” e as do Sudeste são mais “queridas por outras crianças”, as das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste são mais gentis e mais frequentemente compartilham com outras crianças, apresentam mais acessos de raiva e birras, preferem brincar só, mais frequentemente mentem e são atormentados por outras crianças.

Crianças e adolescentes de cidades grandes (>500 mil habitantes) são mais gentis com crianças mais novas, os que vivem em cidades pequenas (<100 mil habitantes) são mais irrequietos, apresentam mais acessos de raiva e birra, referem medos excessivos e completam melhor suas tarefas com atenção.

As meninas são as legítimas campeãs dessa Copa Brasileira da Saúde Mental e desempenho escolar infantil, sua chance de ter melhores índices nessas áreas é 60% maior que a dos meninos. Os meninos são mais irrequietos e hiperativos, apresentam mais acessos de raiva e birras, preferem brincar só, brigam com outras crianças, distraem-se com maior facilidade e mais frequentemente mentem e furtam. As campeãs, por sua vez, mais frequentemente demonstram consideração pelos sentimentos de outras pessoas, são mais prestativas com alguém que parece magoado, mais frequentemente têm uma boa amiga e são gentis com as crianças mais novas, pensam antes de agir e são mais perseverantes.

Considerando índices globais estimados pelos pesquisadores, enquanto os meninos apresentam maior número de dificuldades, mais problemas de conduta, hiperatividade, problemas com colegas e de comportamento social, as meninas apresentam maior número de sintomas emocionais. Nos meninos, esses sintomas provocam um maior impacto nos vários contextos de vida aumentando o risco de transtornos mentais.

A pesquisa revela que 28% das crianças e adolescentes brasileiros avaliados apresentam desempenho escolar abaixo da média, dado justificado pelas recentes humilhantes colocações do Brasil nas Copas do Mundo do desempenho escolar.

Conhecer melhor esse retrato e os fatores de risco e proteção para Saúde Mental e desempenho escolar é tarefa urgente para todo Educador, seja pai ou professor, e obrigação civil para as autoridades responsáveis por políticas públicas voltadas às crianças e adolescentes brasileiros. Com esse GPS, certamente será mais fácil chegar aos destinos desejados.

Saúde Mental e desempenho escolar na infância e adolescência são temas da maior importância numa sociedade em permanente transformação, não entram nas estatísticas de índices econômicos ou de desenvolvimento, mas, sem sombra de dúvida, fazem toda diferença nos desfechos de vida que mais desejamos para os nossos filhos. Afinal, "gente quer comer, gente quer ser feliz, gente é prá brilhar, não prá morrer de fome, gente espelho da vida, doce mistério” (Caetano Veloso).



Marco Antônio Arruda

Neurologista da Infância e Adolescência

Doutor em Neurologia pela Universidade de São Paulo

Coordenador do Projeto Atenção Brasil

FONTE DE PESQUISA:  http://www.aprendercrianca.com.br/index.php?option=com_content&Itemid=1&catid=90&id=270&view=article



CONSIDERAÇÕES , Cartilha do Educador: Educando com a ajuda das Neurociências. Poderão fazer o download clicando no site da Comunidade Aprender criança.


http://www.aprendercrianca.com.br/

Aprender ajuda a prevenir o declínio cognitivo.


É o que revela um estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine (UCI), sugerindo que atividade mental pode prevenir o declínio cognitivo e de memória relacionado à idade.


Os neurocientistas da UCI apresentaram as primeiras evidências de que aprender promove a vitalidade cerebral e que, consequentemente, poderia reduzir os efeitos do envelhecimento sobre a memória e a mente.

Usando uma técnica inovadora de neuroimagem que eles desenvolveram para estudar a memória, a equipe de pesquisa, liderada por Lulu Chen e Christine Gall, descobriu que formas comuns de aprendizagem estimulam quimioreceptores que ajudam a manter as células cerebrais funcionando em níveis de excelência.

Esses receptores são ativados por uma proteína denominada fator neurotrófico cerebral (neurotrophic brain-derived factor, BDNF) que facilita o crescimento e a diferenciação das sinapses neuronais (pontos de comunicação entre células nervosas). Segundo os pesquisadores, o BDNF é a chave da formação das memórias.

“Esses resultados confirmam a importância crucial da aprendizagem para o funcionamento cerebral e indicam as vias através das quais podemos ampliar essa relação, o que viabiliza o desenvolvimento de novos meios de tratamento”, diz Chen um graduado pesquisador em Anatomia e Neurobiologia. O estudo foi publicado online na edição da primeira semana de março (2010) da National Academy of Sciences.

Juntamente com a descoberta de que a atividade cerebral põe em ação o BDNF, os pesquisadores identificaram que esse processo encontra-se relacionado com a emissão de ondas teta, que seriam vitais na codificação de novas memórias.

O ritmo teta do hipocampo envolve neurônios que disparam sincronicamente de três a oito vezes por segundo. Esse ritmo está associado à potenciação de longo tempo, um mecanismo celular fundamental ao aprender e à memória.

Os resultados do estudo, realizado em cobaias, permitem concluir que tanto uma tarefa de aprendizagem comum quanto a estimulação magnética externa de ondas teta, promoveu a ativação sináptica de BDNF. Há evidências de que o ritmo teta se esvai com a idade e nossas descobertas sugerem que isto pode resultar numa deterioração da memória. Por outro lado, manter um estado mental ativo ao longo do processo de envelhecimento pode incrementar a atividade de BDNF e reduzir as consequências do declínio cognitivo.

Os pesquisadores agora procuram saber se o aumento dos sinais de aprendizado induzido diminui com a idade e se isso poderia ser prevenido por uma nova droga experimental.


O professor de Psiquiatria e Comportamento Humano da UCI, Gary Lynch, e ainda outros pesquisadores associados também participaram do estudo que teve apoio do Instituto Nacional de Saúde e do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA. A Universidade da Califórnia em Irvine, fundada em 1965, é uma das melhores universidades americanas dedicadas à pesquisa, tem cerca de 28 mil alunos, 1.100 professores e 9 mil funcionários. Maior empregador do condado de Orange, a UCI contribui anualmente com cerca de 3.9 bilhões.




FONTE DE PESQUISA: http://www.aprendercrianca.com.br/informacao/desvendando-os-misterios-do-cerebro/aprender-ajuda-a-prevenir-o-declinio-cognitivo

Mães ajudam os filhos a desenvolverem funções executivas.


Quando pensamos em alguém que sofre de ansiedade social, a tendência é caracterizarmos essa pessoa como tímida, inibida ou submissa. Um estudo dos psicólogos americanos Todd Kashdan e Patrick Mcknight da Universidade George Mason sugere a existência de um subtipo de ansiedade social em pessoas que agem agressivamente como os bullies (agentes do bullying).


O estudo, intitulado “O lado negro da ansiedade social: quando impulsos agressivos prevalecem sobre a inibição e a timidez”, foi publicado na seção “tendências atuais” da revista Psychological Science.

Kashdan e McKnight encontraram as evidências em adultos diagnosticados com um subtipo do Transtorno de Ansiedade Social (TAS) que apresentavam uma tendência a comportamentos violentos, uso de substâncias e outros comportamentos de risco, situações que causam sensações de prazer momentâneo, mas que ao longo do tempo afetam significativamente a qualidade de vida do indivíduo.

“Frequentemente não percebemos os problemas latentes em pessoas a nossa volta. Pais e professores podem pensar que seus filhos e alunos sejam bullies ou apresentem outros desvios do comportamento por terem uma conduta antisocial. Às vezes, no entanto, ao nos aprofundarmos nos motivos de suas ações, descobrimos a presença de ansiedade social e de um medo extremo de serem julgados. Uma vez que isso ocorra, a intervenção terapêutica deverá ser totalmente diferente” diz Kashdan.

Kashdan e McKnight acreditam que ao aprofundarmos nosso conhecimento nas causas desse tipo de comportamento extremo nos ajudará a entender melhor como as pessoas interagem em sociedade.

“O mesmo pode ser dito em relação ao mundo dos adultos, nas disputas que ocorrem no ambiente de trabalho, nos relacionamentos amorosos e sociais. Facilmente nos enganamos em atribuir determinados comportamentos à impulsividade e agressividade. Na verdade, o que suspeitamos é que a ansiedade social é um problema latente para um grande número de pessoas”, diz Kashdan.

As pesquisas indicam que futuros estudos neste subgrupo podem ajudar os psicólogos a entender e melhor intervir nesses comportamentos.

“Experimentos recentes indicam que pessoas podem ser treinadas a fortalecer suas habilidades de autocontrole e assim melhor inibir sua impulsividade e regular melhor suas emoções, diz McKnight.

Resumindo, treinar as pessoas a melhor se controlarem, seja em seus hábitos, atividades físicas ou intelectuais, estimula sua força de vontade quando o seu auto-controle é testado com sucesso.






FONTE DE PESQUISA: http://www.aprendercrianca.com.br/informacao/desvendando-os-misterios-do-cerebro/maes-ajudam-os-filhos-a-desenvolverem-funcoes-executivas

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

ALFABETIZAÇÃO: UM CAMINHO A PERCORRER.


Por araripe em outubro 6, 2009 às 11:41 am

texto de Glória Maria Veríssimo Lopes Pisandelly

Nos cursos de Formação inicial de professores o que se observa é muita ênfase à teoria e quase nenhuma preocupação com a prática. Os futuros professores não são ensinados a ensinar. Eles não aprendem como alfabetizar.

Mas, para saber fazer algo é preciso antes saber o que é esse algo. Então: O que é Alfabetizar? Como alfabetizar? Qual o melhor método de alfabetização?

Comecemos pelo começo: Alfabetizar é ensinar o domínio do código alfabético. Nada mais é que ensinar a ler. Dar ao alfabetizando a chave para desvendar o mistério das letras e possibilitá-lo abrir a porta e adentrar o mundo letrado.

Concordamos com alguns autores quando afirmam que ler é ir além do acesso ao código linguístico, é compreender e aprender a partir do que lê. Porém, acreditamos que para ir além das montanhas é preciso passar por elas primeiro. Para chegar ao final da estrada é preciso fazer todo o caminho.

E para caminhar é preciso dar o primeiro passo. Então, como Alfabetizar?

Ler é basicamente identificar uma palavra. Segundo o professor José Morais1, a especificidade da alfabetização está em decodificar, ou seja, extrair a pronúncia ou o sentido de uma palavra a partir dos sinais gráficos (ler) e, no sentido inverso, codificar, transformar em sinais gráficos os sons correspondentes a uma palavra (escrever). Concordamos com o Professor João Batista2 quando afirma que o que é específico à alfabetização é a identificação da palavra e não a compreensão, pois esta o alfabetizando já traz consigo em sua leitura de mundo, independente do nível de escolaridade.

Mas como proceder à alfabetização em leitura? Utilizando métodos ou estratégias de aprendizagem. Pode-se definir método como um conjunto de regras e princípios normativos que regulam uma determinada atividade. No nosso caso, o ensino da leitura.

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Os métodos de alfabetização podem ser classificados de acordo com o processo que cada um enfatiza: O processo de análise ou de síntese. Vale ressaltar que análise e síntese sempre estão associadas. A questão consiste na priorização ou valorização de um dos aspectos abordados. A análise ou a síntese.

Partindo do pressuposto acima os métodos de alfabetização historicamente considerados, agrupam-se em: Método Sintético ou Fônico e Método Analítico ou Global.

Há anos no Brasil discute-se qual o melhor método de alfabetização e esta discussão pode ser comparada a um “cabo de guerra”. De um lado o método fônico e do outro o método global.

O método fônico ou sintético parte das letras e dos sons para formar sílabas, palavras e frases.

Ao contrário, o método global ou analítico consiste na ideia de partir do todo para as partes, inicia na frase para chegar à palavra. Sua característica principal é a visualização na qual o aluno é estimulado a identificar algumas palavras associadas as suas imagens visuais. O alfabetizando é encorajado a comparar frases e encontrar palavras idênticas ou sílabas parecidas para que a partir daí, em um processo de dedução, consiga discriminar os signos gráficos do sistema alfabético. Percebe-se, por suas características, que o método global centra-se no alfabetizando que, sozinho tem que “descobrir” as semelhanças entre as palavras ou partes destas e, ainda sozinho, “deduzir” que tais partes se repetem em outras palavras. Todo o trabalho é feito pelo aluno que fica com uma carga cognitiva além de suas capacidades. Ora, aprender a ler é difícil. O aluno, em seus primeiros passos, necessita de um ensino diretivo e sistemático que o leve a refletir sobre o funcionamento do sistema de escrita da língua. E nesse momento a intervenção do educador é de extrema importância.

O método fônico favorece o princípio alfabético, isto é, a relação grafema – fonema. Na alfabetização pelo método fônico o aluno é levado, através da mediação pelo professor, a analisar os componentes mínimos da palavra – as letras e relacioná-las aos sons correspondentes. Essa é a chave para a decodificação e a partir dela o alfabetizando é capaz de ler – e não deduzir - qualquer palavra que se lhe apresente.

Podemos usar como exemplo as palavras cebola e cabelo. Uma criança alfabetizada pelo método fônico analisa a primeira letra de cada palavra e percebe que mesmo sendo a mesma letra elas representam sons diferentes. Procede assim para cada uma das letras e lê as palavras.

No método global o alfabetizando é levado a perceber a palavra como um todo, sem analisar as partes que a compõem. Assim, a criança é apresentada a uma dessas palavras (Cabelo, por exemplo) diversas vezes até que esta esteja gravada em sua memória lexical. Finalmente, a criança é capaz do reconhecimento automático da palavra, mas não por tê-la decodificado e sim por memorização da forma da palavra. Se a mesma criança for apresentada à palavra Cebola ela vai perceber a forma idêntica e lerá “Cabelo

Essa criança irá precisar sempre de um apoio ou de uma pista do contexto que lhe “traduza” uma palavra nova até que esta esteja arquivada em sua memória lexical.

A leitura por “adivinhação contextual” permite mais “adivinhar” o significado do que a pronúncia correta da palavra. Vejamos os exemplos – ambos verdadeiros: A criança foi apresentada à palavra TATU seguida da ilustração. A criança viu as letras, reconheceu-as, mas não conseguiu pronunciar-lhes os sons, então recorreu à gravura. Na região onde vive, aquele animal e conhecido por “peba”. Então ela vê a palavra TATU, mas lê “peba”. Outro exemplo é o da criança que, incentivada a ler a palavra ELE, lê “banheiro” e explicou que é essa palavra que está escrita na porta do banheiro da escola.

Há consenso entre muitos autores nacionais e internacionais que na leitura são utilizadas duas rotas: a fonológica e a lexical.

Na rota fonológica, a pronúncia da palavra é construída a partir de regras de correspondência grafo-fonêmica. O acesso ao significado (se houver) é alcançado depois, quando a forma auditiva da palavra é reconhecida. A rota fonológica é que nos permite ler palavras desconhecidas ou mesmo pseudopalavras.

A rota lexical só pode ser utilizada quando a palavra a ser lida já tem sua representação ortográfica pré-armazenada no léxico mental (repertório ou arquivo de palavras conhecidas)

Quando o leitor se depara com uma palavra nova ele a decodifica (usa a rota fonológica) e a partir daí ela deixa de ser nova e passa a fazer parte de seu “arquivo” lexical.

Nos processos iniciais da alfabetização, a memória lexical do alfabetizando é quase vazia. As poucas palavras que é capaz de reconhecer são aquelas apreendidas pela leitura logográfica (reconhecida pela forma, pelo “desenho”) como algumas marcas – NESCAU, COCA-COLA, NINHO, etc. além de seu próprio nome.

[[Um leitor iniciante, isto é, um alfabetizando, utiliza basicamente a rota fonológica. A lexical só pode ser usada quando este encontra com uma palavra já decodificada e armazenada.

Um leitor proficiente utiliza-se das duas rotas, porém a rota lexical e bem mais usada, pois sua memória lexical é bastante rica. A rota fonológica só é acionada quando esse leitor se defronta com uma palavra nova ou pouco freqüente na sua língua que precisa ser decodificada.

Faça um teste: leia as palavras a seguir:

MEDICINA – CALEIDOSCÓPIO – OTORRINOLARINGOLOGIA – EXEMPLAR

Essas são palavras conhecidas e já estão gravadas no seu léxico mental, por isso você as leu com facilidade.

Agora leia:

TEMPOROMASSETÉRICO – PSICODISLÉPTICO – TENIOPTERIGÍDEOS

Essas são palavras desconhecidas ou pouco usadas, às quais você não tem muita familiaridade e por isso precisou parar para decodificar cada uma. Ao decodificá-las você usou a subvocalização (sussurrou), pois precisou ouvir-lhes o som e repeti-las para armazená-las.

Comparando-se a memória lexical a um arquivo com muitas gavetinhas (uma para cada palavra aprendida), pelo método global o arquivamento de cada palavra nova é mais demorado que pelo método fônico, pois se as “pistas” contextuais não existirem ou não forem suficientes, a palavra não poderá ser “descoberta” naquele momento e não será arquivada.

O método fônico dá ao alfabetizando a chave para realmente ler qualquer palavra, mesmo as que não tem significado. Ao ser apresentada pela primeira vez a palavra é decodificada (sem a necessidade de pistas do texto) e a partir daí deixa de ser nova e após várias leituras ela já fica gravada ou “arquivada” na memória lexical. Uma palavra já arquivada pode ser recuperada facilmente. Esse reconhecimento automático é que proporciona uma leitura fluente que, por sua vez leva à compreensão do texto lido.

Não se pretende aqui afirmar que o método global não funciona. Porém, é comprovado que sua aplicação sobrecarrega a memória cognitiva do alfabetizando que ainda se encontra em processo de construção do seu léxico. Sabemos que essa construção acontece e se fortalece a partir das relações interpessoais da criança ao fazer uso social da língua. Então, para que a criança aprenda a partir dele é necessário que ela esteja imersa em um meio que favoreça a leitura. Onde ela possa ter acesso a material impresso variado e conviva com adultos usuários de um padrão culto de linguagem que a ajudem no reconhecimento de palavras novas. Isso ocorre nas classes sociais mais abastadas.

Nós que lidamos com crianças das escolas públicas, oriundas de meios sociais menos favorecidos, somos testemunhas que a alfabetização pelo método fônico amplia as oportunidades dessas crianças de se apropriarem das ferramentas que a leitura proporciona. Essas ferramentas é que são as responsáveis pela inserção no mundo letrado.

O objetivo da alfabetização é ensinar a ler e formar leitores proficientes, porém para atingirmos esse objetivo não devemos esquecer do processo.

O mestre não leva seu discípulo a adentrar a mansão de seu saber, não o faz ver o que seus olhos veem. Antes ele o ensina a trilhar o caminho que o conduz à sua própria mansão, a ver com seus próprios olhos e desvendar, por si mesmo, o maravilhoso mundo das palavras.

O método fônico favorece o princípio alfabético, isto é, a relação grafema – fonema. Na alfabetização pelo método fônico o aluno é levado, através da mediação pelo professor, a analisar os componentes mínimos da palavra – as letras e relacioná-las aos sons correspondentes. Essa é a chave para a decodificação e a partir dela o alfabetizando é capaz de ler – e não deduzir - qualquer palavra que se lhe apresente.

Podemos usar como exemplo as palavras cebola e cabelo. Uma criança alfabetizada pelo método fônico analisa a primeira letra de cada palavra e percebe que mesmo sendo a mesma letra elas representam sons diferentes. Procede assim para cada uma das letras e lê as palavras.

No método global o alfabetizando é levado a perceber a palavra como um todo, sem analisar as partes que a compõem. Assim, a criança é apresentada a uma dessas palavras (Cabelo, por exemplo) diversas vezes até que esta esteja gravada em sua memória lexical. Finalmente, a criança é capaz do reconhecimento automático da palavra, mas não por tê-la decodificado e sim por memorização da forma da palavra. Se a mesma criança for apresentada à palavra Cebola ela vai perceber a forma idêntica e lerá “Cabelo”.

Essa criança irá precisar sempre de um apoio ou de uma pista do contexto que lhe “traduza” uma palavra nova até que esta esteja arquivada em sua memória lexical.

A leitura por “adivinhação contextual” permite mais “adivinhar” o significado do que a pronúncia correta da palavra. Vejamos os exemplos – ambos verdadeiros: A criança foi apresentada à palavra TATU seguida da ilustração. A criança viu as letras, reconheceu-as, mas não conseguiu pronunciar-lhes os sons, então recorreu à gravura. Na região onde vive, aquele animal e conhecido por “peba”. Então ela vê a palavra TATU, mas lê “peba”. Outro exemplo é o da criança que, incentivada a ler a palavra ELE, lê “banheiro” e explicou que é essa palavra que está escrita na porta do banheiro da escola.

Há consenso entre muitos autores nacionais e internacionais que na leitura são utilizadas duas rotas: a fonológica e a lexical.

Na rota fonológica, a pronúncia da palavra é construída a partir de regras de correspondência grafo-fonêmica. O acesso ao significado (se houver) é alcançado depois, quando a forma auditiva da palavra é reconhecida. A rota fonológica é que nos permite ler palavras desconhecidas ou mesmo pseudopalavras.

A rota lexical só pode ser utilizada quando a palavra a ser lida já tem sua representação ortográfica pré-armazenada no léxico mental (repertório ou arquivo de palavras conhecidas)

Quando o leitor se depara com uma palavra nova ele a decodifica (usa a rota fonológica) e a partir daí ela deixa de ser nova e passa a fazer parte de seu “arquivo” lexical.

Nos processos iniciais da alfabetização, a memória lexical do alfabetizando é quase vazia. As poucas palavras que é capaz de reconhecer são aquelas apreendidas pela leitura logográfica (reconhecida pela forma, pelo “desenho”) como algumas marcas – NESCAU, COCA-COLA, NINHO, etc. além de seu próprio nome.

Um leitor iniciante, isto é, um alfabetizando, utiliza basicamente a rota fonológica. A lexical só pode ser usada quando este encontra com uma palavra já decodificada e armazenada.

Um leitor proficiente utiliza-se das duas rotas, porém a rota lexical e bem mais usada, pois sua memória lexical é bastante rica. A rota fonológica só é acionada quando esse leitor se defronta com uma palavra nova ou pouco freqüente na sua língua que precisa ser decodificada.

Faça um teste: leia as palavras a seguir:

MEDICINA – CALEIDOSCÓPIO – OTORRINOLARINGOLOGIA – EXEMPLAR

Essas são palavras conhecidas e já estão gravadas no seu léxico mental, por isso você as leu com facilidade.

Agora leia:

TEMPOROMASSETÉRICO – PSICODISLÉPTICO – TENIOPTERIGÍDEOS

Essas são palavras desconhecidas ou pouco usadas, às quais você não tem muita familiaridade e por isso precisou parar para decodificar cada uma. Ao decodificá-las você usou a subvocalização (sussurrou), pois precisou ouvir-lhes o som e repeti-las para armazená-las.

Comparando-se a memória lexical a um arquivo com muitas gavetinhas (uma para cada palavra aprendida), pelo método global o arquivamento de cada palavra nova é mais demorado que pelo método fônico, pois se as “pistas” contextuais não existirem ou não forem suficientes, a palavra não poderá ser “descoberta” naquele momento e não será arquivada.

O método fônico dá ao alfabetizando a chave para realmente ler qualquer palavra, mesmo as que não tem significado. Ao ser apresentada pela primeira vez a palavra é decodificada (sem a necessidade de pistas do texto) e a partir daí deixa de ser nova e após várias leituras ela já fica gravada ou “arquivada” na memória lexical. Uma palavra já arquivada pode ser recuperada facilmente. Esse reconhecimento automático é que proporciona uma leitura fluente que, por sua vez leva à compreensão do texto lido.

Não se pretende aqui afirmar que o método global não funciona. Porém, é comprovado que sua aplicação sobrecarrega a memória cognitiva do alfabetizando que ainda se encontra em processo de construção do seu léxico. Sabemos que essa construção acontece e se fortalece a partir das relações interpessoais da criança ao fazer uso social da língua. Então, para que a criança aprenda a partir dele é necessário que ela esteja imersa em um meio que favoreça a leitura. Onde ela possa ter acesso a material impresso variado e conviva com adultos usuários de um padrão culto de linguagem que a ajudem no reconhecimento de palavras novas. Isso ocorre nas classes sociais mais abastadas.

Nós que lidamos com crianças das escolas públicas, oriundas de meios sociais menos favorecidos, somos testemunhas que a alfabetização pelo método fônico amplia as oportunidades dessas crianças de se apropriarem das ferramentas que a leitura proporciona. Essas ferramentas é que são as responsáveis pela inserção no mundo letrado.

O objetivo da alfabetização é ensinar a ler e formar leitores proficientes, porém para atingirmos esse objetivo não devemos esquecer do processo.

O mestre não leva seu discípulo a adentrar a mansão de seu saber, não o faz ver o que seus olhos veem. Antes ele o ensina a trilhar o caminho que o conduz à sua própria mansão, a ver com seus próprios olhos e desvendar, por si mesmo, o maravilhoso mundo das palavras.

FONTE DE PESQUISA: http://clubesdeleitura.com.br/araripe/2009/10/06/alfabetizacao-um-caminho-a-percorrer/

O que é Léxico Mental?


O nosso Léxico Mental [em inglês, Mental Lexicon] é o que nos ajuda a compreender como o cérebro armazena o vocabulário que aprendemos em nossa língua [e também em um língua estrangeira]. Para comprovar isto, veja a atividade abaixo! Nela há algumas sentenças com espaços em branco, complete os espaços com a primeira palavra que vir à cabeça; desde que faça sentido na sentença:


01. O presidente disse que todas as acusações não passam de intriga da ....................

02. Como o produto estava danificado, eu o devolvi e pedi meu dinheiro de ...................

03. Eu acho que vale a .................. fazer um curso no exterior.

04. Se ela acha que vou ajudar, ela está redondamente ....................

05. Depois de muitos e muitos anos, um terrível segredo de família acabou .................... à tona.

Veja que com o contexto certo, o seu cérebro foi capaz de “puxar” a palavra que está faltando. As repostas mais frequentes e esperadas são oposição, volta, pena, enganada e vindo, respectivamente. Caso alguém resolva mudar mudar as palavras nestas sentenças causará risos em que lê ou ouve. Ou seja, nós entenderemos o que a pessoa quis dizer, embora compreendamos automaticamente que algo está “estranho”.

Isto se dá por que nosso Léxico Mental está em ação o tempo todo. Isto significa que nosso cérebro possui um repositório – uma espécie de arquivo mental – que guarda estas expressões – conhecidas como Itens Lexicais [Lexical Items ou chunks of language]. Quando alguém usa uma combinação ou outra de modo diferente ou com outra palavra - mesmo que sinônima - a reação é estranha e engraçada.

De acordo com neurocientistas cerca de 80% a 85% do vocabulário [léxico] armazenado em nossa mente – ou seja, em nosso Léxico Mental – está organizado como expressões prontas e semi-prontas, sentenças completas, collocations, polywords, frases fixas e semi-fixas. O restante [menos de 15%] é ocupado por palavras isoladas. É por esta razão que somos capazes de fazer a atividade acima sem maiores dificuldades. Experimente dar esta atividade a um estrangeiro que tenha algum conhecimento de língua portuguesa e veja como ele ou ela se sai.

Tudo isto mostra que seu Léxico Mental é a parte do seu cérebro que armazena palavras isoladas, expressões prontas, frases fixas e semi-fixas, que usamos com maior frequência em nossa língua. É graças ao Léxico Mental que somos capazed de entender o texto abaixo, embora estejam faltando algumas palavras:

“É totalmente desnecessário ___________ que todos nós precisamos evitar a poluição dos mananciais; devemos também economizar a ___________ tratada. Deixar a torneira ___________ enquanto escovamos os ___________ nos coloca na lista dos responsáveis. Atitudes de respeito e preservação do meio ___________, em particular o uso racional da água, podem ser desenvolvidas em atividades em sala de ___________. Podemos contribuir de várias formas para a preservação da água, elemento essencial à vida na ___________”

Escreva as palavras que faltam no texto e depois poste-as na área de comentários deste post e vamos ver como anda o seu Léxico Mental. Você poderá se surpreender! Caso conheça algum estrangeiro que esteja no Brasil já há algum tempo, teste-o e veja o resultado! Compare as respostas! O resultado será curioso e a reação das pessoas também!

FONTE DE PESQUISA: http://www.listown.com/rssdetial/159592.htm

As neurociências cognitivas.

Voltado às necessidades específicas de estudantes de graduação e pós-graduação, este manual consagra especial atenção à organização do sistema nervoso, a fim de facilitar a compreensão dos modelos de funcionamento cognitivo (percepção, memória, linguagem, atenção). Ele apresenta também os grandes princípios dos métodos de imageria cerebral, pontuando as diferenças da organização do cérebro masculino e do feminino, e finaliza com uma abordagem da temática atualmente muito discutida, da relação entre emoção e cognição.


Sumário:

1. As neurociências cognitivas

Algumas definições

Breve histórico das pesquisas sobre o cérebro

II. Organização do sistema nervoso

Organização microscópica: o tecido nervoso

Os sinais neurais

Organização macroscópica: subdivisões anatômicas e funcionais do sistema nervoso

III. Os métodos de imageria cerebral

Os métodos diretos: EEG e MEG

Os métodos indiretos: TEP e IRMf

IV. Percepção de alto nível: o caso da visão

Do órgão sensorial ao córtex sensorial

Do córtex estriado às áreas sensoriais: as vias do "onde" e do "o que"

O caso particular do reconhecimento facial

V. Memória

Diferentes tipos de memória

Estruturas e circuitos

As bases celulares da memória

VI. A linguagem

Contexto teórico

A primeira descoberta de áreas da linguagem e as afasias

A contribuição do modelo do cérebro bipartido (split-brain)

O léxico mental

Compreensão da linguagem

Produção da linguagem oral

Lateralização da linguagem

VII. A atenção

Revisão de algumas noções associadas ao conceito de atenção

A atenção visuo-espacial

Atenção seletiva: visual/auditiva

Os modelos cerebrais da atenção

VIII. Especialização hemisférica e diferenças entre o cérebro masculino e o cérebro feminino

Assimetria hemisférica

As diferenças homens/mulheres

IX. Emoção e cognição

Do estresse à vigilância: as premissas

Os mecanismos das emoções

Emoção e cognição

FONTE DE PESQUISA:  https://clickbooks.websiteseguro.com/product_info.php?products_id=1048&osCsid=rdupul5von5rmf2k1mbandc6k3

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Inclusão deve ser palavra de ordem nos ensinos básico e superior.




Mesmo com o alto número de pessoas com deficiência matriculadas nos ensinos básico e superior, ainda há uma série de barreiras importantes a superar



Publicação: 10/09/2010 08:10



Curvado sobre a mesa, Rodrigo Cosme escreve, em letras trêmulas, o nome da doença que o levou à cadeira de rodas há cerca de um ano: síndrome de Toni-Debré-Fanconi, espécie rara de raquitismo. Aos poucos, as pernas começaram a desobedecê-lo e andar foi se tornando cada vez mais difícil. “No início eu achei que era só cansaço”, recorda o jovem, hoje com 24 anos. A limitação de seus movimentos, em vez de desanimá-lo, foi um estímulo para que ingressasse no curso de pedagogia. “Quero defender a área da educação inclusiva.”



O universitário Cosme engrossa um contingente em crescimento no Brasil: o das pessoas portadoras de deficiência matriculadas nos níveis de ensino básico e superior. O número de matrículas nas escolas regulares aumentou mais de quatro vezes desde 1999, passando de 63,3 mil para 387 mil no ano passado, segundo os dados mais recentes do Ministério da Educação (MEC). No DF, são 6.580 alunos. Nos cursos de graduação, há cerca de 11,9 mil matriculados nas cinco regiões do país, de acordo com o último censo do MEC, feito em 2008. No mesmo levantamento, o Distrito Federal aparece com 625 graduandos.


Apesar desses avanços, Cosme sabe ser um privilegiado, não apenas por ter chegado ao ensino superior. Para conseguir exercer normalmente as atividades acadêmicas, ele conta com o apoio contínuo da equipe de profissionais e voluntários do Serviço de Orientação Inclusiva (SOI) da Universidade Católica de Brasília (UCB), onde estuda. A cada semestre, as disciplinas oferecidas ao estudante são alocadas em salas térreas, de fácil acesso. Como ele também tem dificuldade em coordenar os punhos, as provas que responde são passadas a limpo por outra pessoa antes de entregues ao professor.


A UCB conta com cerca de 90 alunos com deficiência visual, auditiva ou física e transtornos como dislexia e deficit de atenção. Rodrigo Cosme conta que a instituição possuía uma sala de recursos multifuncionais para atendimento especializado, ambiente previsto em lei federal. O problema era a estrutura física, que complicava a locomoção. “O elevador só funcionava uma vez por semana.” O pior foi o preconceito de colegas. “O que mais me chocou foi quando uma menina falou que eu só estava lá para ocupar espaço”, lembra.


Rede pública

O coordenador da Gerência de Educação Especial da Secretaria de Educação do DF (SEDF), Délcio Ferreira Batalha, garante que todas as escolas da rede pública são inclusivas e possuem salas de recursos. Mas admite que nem todas têm acessibilidade arquitetônica e professores capacitados para lidar com alunos com deficiência. “Se o educador recebe em sua sala um aluno com necessidades especiais, uma equipe itinerante vai até lá orientá-lo”, observa.


Na opinião de Batalha, a entrada e a permanência do estudante na escola são “questões que já nem se discutem mais”. A principal preocupação, então, é com a formação continuada dos educadores. “A rede privada às vezes se nega a fazer o atendimento em ensino especial. É na rede pública que se encontram os profissionais mais capacitados e 99,9% desses alunos”, acredita. A estimativa de Batalha foi algo além da conta. De acordo com o MEC, as escolas públicas comportam 93% dos estudantes portadores de deficiência do DF.

"A rede privada às vezes se nega a fazer o atendimento em ensino especial. É na rede pública que se encontram os profissionais mais capacitados e 99,9% desses alunos”

Délcio Ferreira Batalha, coordenador da Gerência de Educação Especial da Secretaria de Educação do DF

Docentes buscam qualificação

“O acompanhamento dos alunos de forma inadequada é algo a se vencer, grande parte das vezes, em nível de sistema educacional”, avalia Sandra Patrícia, doutora em linguística pela Universidade de Brasília (UnB). Sua constatação foi reforçada pelo grande número de inscritos no curso que ela coordena no Centro Educacional 6 (CEd 6), de Taguatinga, destinado à qualificação de docentes no ensino de português como segunda língua para surdos. “Foram abertas 20 vagas e compareceram, no primeiro dia de aula, 40 interessados em participar. Isso demonstra que boa parte dos professores tem buscado formação”, enfatiza. O curso conta com o apoio da Escola de Aperfeiçoamento de Professores da SEDF.


O Centro Educacional 6, em Taguatinga, firmou-se como uma das escolas do DF mais bem capacitadas para a educação de surdos. Além daquele curso, o colégio implantou, por iniciativa própria, classes exclusivas para alunos com a deficiência. São duas disciplinas: português e biologia. A matrícula nessas turmas não é obrigatória e o jovem pode optar, com o aval dos pais, por frequentar somente as salas inclusivas, em que intérpretes traduzem para a Língua Brasileira de Sinais (Libras) o que o professor diz aos ouvintes, nome dado aos colegas não surdos.


Euzilene Rodrigues, 19 anos, é um dos 32 jovens da turma de Sandra Patrícia, que leciona português para surdos. Os estudantes apresentam diferentes graus de perda auditiva; alguns conseguem articular palavras, ao passo que outros, somente sons e sílabas soltas. Euzilene não hesita ao dizer que aprende mais na classe exclusiva, baseada em um metodologia de ensino diferenciada. “Na sala normal, eu compreendo um pouco por meio do intérprete. Mas ele não é especialista na área do professor e nem sempre traduz os conceitos de forma clara”, justifica. Quando o intérprete falta, a saída é fazer a leitura labial. “Mas a professora fala muito rápido”, reclama outra aluna, Mayrla Maria Sales, 16 anos.


Leia mais sobre educação no site

wwww.correiobraziliense.com.br/euestudante

FONTE DE PESQUISA: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/09/10/cidades,i=212321/INCLUSAO+DEVE+SER+PALAVRA+DE+ORDEM+NOS+ENSINOS+BASICO+E+SUPERIOR.shtml

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Diferença entre autoridade e autoritarismo


A geração que compõe os pais de hoje é famosa por deixar os filhos fazerem o que querem sem repreensão alguma.
No entanto, também existem os casais que, ao contrário, usam de qualquer artifício para que seus pequenos obedeçam e reconheçam autoridade neles. Alguns pais e mães chegam a exagerar, punindo crianças e adolescentes em excesso, esquecendo de que eles são seres em formação.


Isso acontece quando os adultos confundem autoridade com autoritarismo.

E será que os dois termos são mesmo diferentes? Para Maria Irene Maluf, especialista em Psicopedagogia e em Educação Especial e coordenadora do Curso de Especialização em Neuropedagogia do Instituto SaberCultura, a resposta é sim. "Autoridade não é palavrão. Autoritarismo sim, pois é uma autoridade sem justificativa, que não leva à autonomia e nem à responsabilidade".

Ela explica que agir com autoritarismo é fazer as coisas sem coerência e fundamento. Isso gera medo, raiva, afastamento e desvalorização no filho que foi repreendido dessa forma. "Por esse motivo, as crianças muitas vezes só obedecem se temem grandes castigos, mas certamente não por terem desejo de copiar o modelo familiar e muito menos porque internalizaram valores que as tornarão autônomas, seguras e competentes".

Mais uma vez o fato de os pais serem exemplos de vida e de conduta para suas crianças tem um peso imenso. Quando os responsáveis têm autoridade, são capazes de ensinar o que acreditam ser o melhor caminho a elas; porém, quando não passam valores concretos, acabam confundindo os pequenos e não conseguem definir o que é realmente correto. Assim, estarão formando adolescentes e adultos inseguros.

Para criar bem um filho, a mãe ou pai precisa ter consciência da importância de suas atitudes. Se eles ora proíbem ora permitem determinado comportamento, por exemplo, passam uma mensagem de falta de coerência. Isso será absorvido e levado pela criança boa parte da vida dela. "A observação dos múltiplos exemplos diários da forma de agir dos pais e das consequências desses comportamentos, influencia durante toda a infância a internalização dos valores éticos e morais privilegiados por sua família", diz Maria Irene.

Claro que há momentos em que será necessária a repreensão. Mas precisam ser usados com moderação e aplicados num momento em que o adulto esteja calmo. "Essas atitudes têm realmente o poder de fazê-las parar momentaneamente, principalmente se são usadas esporadicamente pelos pais, mas não têm a vantagem de ensinar novas posturas e comportamentos à criança. Assim elas não desenvolvem responsabilidade e nem autonomia", alerta a especialista.

Como os pais também são seres humanos - e não são perfeitos, claro - eles vão errar. Aí é preciso ter jogo de cintura para ensinar aos pequenos que as regras têm exceções. "Exemplo: se o pai dirigir sempre de modo adequado e em um determinado dia não o fizer dessa forma, a criança ficará confusa se não conhecer a razão de tal comportamento. Se o pai for uma pessoa que age de acordo com os princípios que prega, terá uma explicação coerente para sua atitude e a criança começará a perceber que existem regras e que as exceções justificam a existência e a necessidade de tais normas", fala Maria Irene.

É natural para os filhos ver nos pais a principal referência. Portanto, se os responsáveis agem com coerência, autocontrole e responsabilidade, a chance deles respeitarem sua autoridade aumenta. E, de quebra, eles crescem com mais convicções - e menos crises.

Fonte: Priscilla Nery (MBPress)
http://www.expressomt.com.br/noticiaBusca.asp?cod=89163&codDep=3

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Distúrbios auditivos infantis.


Ana Catarina Pereira


Se o seu filho já teve várias otites ou se apresenta alguma dificuldade em processar as mensagens que recebe, tenha em atenção aos sinais. Ele poderá sofrer de um distúrbio do processamento auditivo central. O diagnóstico não é simples mas o tratamento é possível.


Luísa Monteiro é directora do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Dona Estefânia. Como especialista em surdez infantil, tem vindo a alertar médicos (da sua especialidade, mas também pediatras e neurologistas), educadores, terapeutas da fala e encarregados de educação para o facto de algumas crianças poderem sofrer de distúrbios do processamento auditivo central. Muitos destes casos são, como sublinha, confundidos com défices de atenção, dificuldades de aprendizagem ou comportamentos de dislexia.




"Ao contrário do que se pensava até há algumas décadas", adianta a especialista, "existem pessoas que, apesar de terem um órgão auditivo periférico e as vias auditivas normais, têm dificuldades em realizar o processamento de determinadas mensagens. Normalmente são pessoas que têm dificuldade em focalizar-se e perceber a mensagem sonora quando há um fundo de ruído ou quando há a competição de vários estímulos auditivos (várias conversas ao mesmo tempo)."


Os sintomas e a respectiva doença não atacam um perfil específico de doentes. Como nos diz Luísa Monteiro, podem tratar-se de crianças que, por exemplo, tiveram casos sucessivos de otites e que, mesmo depois de estas terem sido tratadas, continuam a apresentar dificuldades de percepção da mensagem auditiva; ou seja, o doente está a ouvir, mas não consegue atribuir o verdadeiro significado à mensagem recebida. Muitas crianças com dificuldades escolares, e mesmo adultos com casos recentes de AVC ou com doenças congénitas, podem, na opinião da especialista, sofrer deste tipo de patologia, tendo um ouvido interno completamente normal.


Desta forma, estas não são as perturbações mais clássicas de perda de audição, surdez sensorioneural ou otites que os especialistas em otorrinolaringologia estavam habituados a tratar; antes são casos de pacientes com um órgão periférico de audição normal, mas que apresentam perturbações neurológicas do córtex cerebral, do tálamo e do corpo caloso (as estruturas que fazem o processamento e a integração da audição, que é tratada nos hemisférios esquerdo e direito do cérebro): "Os seres humanos, para terem uma compreensão total da mensagem auditiva têm de integrar o chamado ‘envelope da fala', ou seja, o timbre, o ritmo, a intensidade, as variações, o contexto e, por outro lado, os próprios fonemas um a um. Os dois hemisférios cerebrais encarregam-se de cada uma destas funções", sublinha Luísa Monteiro.


Dificuldade no diagnóstico

O diagnóstico, adianta a especialista, não é fácil de realizar, uma vez que pressupõe a existência de laboratórios de audiologia e de reabilitação auditiva vocacionados para este tipo de problemas. Os exames que se deverão realizar são também muito específicos, para que se aborde e quantifique, por exemplo, a compreensão da fala em ambiente de ruído, a localização espacial da fonte sonora e a sucessão temporal dos estímulos sonoros. Em Portugal, não existe ainda nenhum laboratório hospitalar com o equipamento necessário para a realização destes exames.


No entanto, como nos adianta Luísa Monteiro, estes já se encontram em fase de preparação, em conjunto com acções de formação específicas para os técnicos de saúde que irão lidar com estes pacientes. Na maioria dos casos, sublinha a especialista, estas dificuldades corrigem-se com práticas e exercícios adequados: "É necessário fazer um treino auditivo vocacionado para resolver o deficit que se encontrou nos testes. Há plasticidade no sistema nervoso central para recrutar, com treino, determinadas vias neuronais para substituir outras que não estão a ser suficientemente desenvolvidas." Em tom optimista, a especialista conclui: "Estas perturbações têm tratamento. Existe esta janela de oportunidade para tratar algumas pessoas."


FONTE DE PESQUISA: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/content_files/cms/img/img1_53e3a7161e428b65688f14b84d61c610.jpg&imgrefurl=http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/693/&usg=__tsC-oVL3Q0lmGoItTnmYyPT5h7o=&h=200&w=200&sz=18&hl=pt-BR&start=13&zoom=1&um=1&itbs=1&tbnid=b4vO_Ok1mSnQaM:&tbnh=104&tbnw=104&prev=/images%3Fq%3Dprocessamento%2Bauditivo%2Bcentral%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26rlz%3D1R2GFRE_pt-BRBR363%26tbs%3Disch:1

sábado, 28 de agosto de 2010

OS TRANSTORMOS DE APRENDIZAGEM ESCOLAR.



Autor: Antônio Carlos De Farias - Neuropediatra


É difícil para os pais compreenderem o motivo pelo qual seu filho apresenta dificuldades de aprendizagem escolar, principalmente, quando o médico refere não existir quaisquer comprometimentos orgânicos, sensoriais (visual ou auditivo) e cognitivo (déficit de inteligência) que possam interferir com o aprendizado da criança.

Em geral a criança não possui uma doença grave, porem o problema é real e não imaginário, são devidos a fatores constitucionais da própria criança, sejam por uma lentidão maturacional das funções cerebrais relacionadas à aprendizagem ou por minúsculas lesões nas células (neurônio) ou circuitos (sinapses) neuronais que os exames de imagem ainda não tem um adequado poder de resolução para identificá-las.

A maioria das crianças com dificuldades de aprendizagem melhoram à medida que crescem, em algumas as dificuldades resolvem-se completamente, enquanto outras, persistem ao longo da vida com um certo grau de dificuldade em uma área específica (leitura, escrita, matemática, etc). Somente o acompanhamento da criança revelara quais continuarão apresentando o problema e quais melhorarão com a maturação cerebral. A você pai cabe propiciar ao seu filho um ambiente estimulador e motivador a fim de que ele desenvolva o hábito da leitura e do raciocínio, pois é esta conduta que pode melhorar muito o prognostico da criança.

Ao nascimento cada célula nervosa esta corretamente localizada e pronta para ser desenvolvida;

O estímulo externo vai determinando o crescimento celular e a formação de novos circuitos de memória importantes para o estabelecimento da inteligência global. Estas células ou circuitos podem ser malformados ou alterados por agressões externas como p. ex. infecções, traumas cranianas, hipóxia cerebral. Infelizmente a célula cerebral tem uma reduzida capacidade de regeneração, assim o cérebro desenvolveu uma função chamada plasticidade cerebral na qual as células íntegras podem realizar outras conexões e assumir de acordo com o estímulo a função daquele circuito lesionado ou malformado. Um ambiente que proporcione estímulos para a criança pode motivar esta plasticidade cerebral; um exercício de aprendizagem faz aumentar o numero de sinapses cerebrais. È devido a esta função que as crianças portadoras de algum tipo transtorno de aprendizagem escolar podem melhorar o seu desempenho quando recebe uma adequada estimulação.

A seguir listo algumas dicas que podem ser aplicadas no dia a dia da criança. Não faça disto uma regra rígida, elas devem ser praticadas de uma forma natural a fim de que a criança não se sinta pressionada ou discriminada. Tenha sempre uma relação franca e honesta, explique de forma clara as dificuldades que ela apresenta e o tipo de trabalho a ser desenvolvido para que ela participe ativamente da sua reabilitação.

Dicas

Permaneça durante o ano em contato regular com os professores e demais profissionais que trabalham com o seu filho para saber como ele está progredindo. Pai e mãe devem compartilhar esta responsabilidade.

Seja encorajador, evite críticas ou rótulos, elogie o esforço e não apenas a realização; As crianças com transtorno de aprendizagem escolar, pelas dificuldades que apresentam, tornam-se inseguras e com baixa auto estima. O apoio familiar é fundamental para a sua motivação e restabelecimento da auto-estima.

Seu filho necessita de trabalho individual fora do período escolar, isto pode ser feito por familiares desde que tenham paciência e aptidão para ensinar. Quando ensiná-lo, não exagere, pequenas lições diárias são melhores que longas lições esporádicas, tente pequenas atividades de cada vez.

Quando o treinamento é voltado para a escrita é necessário corrigir posturas inadequadas e observar a forma correta de segurar o lápis. Algumas crianças se beneficiam de máquinas de datilografar ou computadores onde podem visualizar e memorizar as letras no teclado.

Quando a dificuldade é principalmente em aritmética, procure estimular as atividades que envolvam números e faça isto nas pequenas coisas do dia-dia como por ex. contar os talheres na mesa ou as meias na gaveta. Estimule as somas e as subtrações.

Durante a leitura estimule a criança à acompanhar as palavras com o lápis posicionando-o horizontalmente abaixo da linha que está sendo lida. Alterne com a criança a leitura, ela lê um trecho do texto e você lê o outro, depois peça a ela que explique o conteúdo da leitura.

Pratique jogos ou brincadeiras onde a leitura seja necessária.

Existem livros gravados em fitas cassetes ou CD, é um bom método para a criança treinar a memória visual e auditiva.

Se o seu filho apresenta alguma dificuldade de linguagem, quando falar com ele faça-o de forma lenta e clara, estabeleça pausas depois de cada frase, certifique-se que ele entendeu e repita se houver necessidade.

Lembre-se que a criança está passando por um processo de amadurecimento cerebral; As exigências devem estar de acordo ao potencial de inteligência que ela apresenta. Certifique-se com os profissionais se a maturidade do seu filho é adequada ao nível de expectativa que você ou a escola tem em relação a ele. Mesmo com toda a dedicação do seu filho e a sua compreensão é possível que o progresso de aprendizagem não ocorra na velocidade que você espera; Não desanime ou projete na criança todo o seu descontentamento; Sucessos nesta área estão diretamente ligados a uma atitude encorajadora e positiva em relação à criança

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Discalculia - Sinais, Sintomas E Tratamento .



FONTE DE PESQUISA: http://www.cabuloso.com/portal/news/view/222

Postado em 17/04/2009 às 15:06 por Cabuloso.com - Visto 1638 vezes - aprovado por Cabuloso.com - Enviar por E-mail O que é Discalculia?


Discalculia (não confundir com acalculia) é definido como uma desordem neurológica específica que afeta a habilidade de uma pessoa de compreender e manipular números. A discalculia pode ser causada por um déficit de percepção visual. O termo discalculia é usado frequentemente ao consultar especificamente à inabilidade de executar operações matemáticas ou aritméticas, mas é definido por alguns profissionais educacionais como uma inabilidade mais fundamental para conceitualizar números como um conceito abstrato de quantidades comparativas.

É uma inabilidade menos conhecida, bem como e potencialmente relacionada a dislexia e a dispraxia. A discalculia ocorre em pessoas de qualquer nível de QI, mas significa que têm frequentemente problemas específicos com matemática, tempo, medida, etc. Discalculia (em sua definição mais geral) não é rara. Muitas daquelas com dislexia ou dispraxia tem discalculia também. Há também alguma evidência para sugerir que este tipo de distúrbio é parcialmente hereditario.

A palavra discalculia vem do grego (dis, mal) e do Latin (calculare, contar) formando: contando mal. Essa palavra calculare vem, por sua vez, de cálculo, que significa o seixo ou um dos contadores em um ábaco.

Discalculia é um impedimento da matemática que vá adiante junto com um número de outras limitações, tais como a introspecção espacial, o tempo, a memória pobre, e os problemas de ortografia. Há indicações de que é um impedimento congênito ou hereditário, com um contexto neurológico. Discalculia atinge crianças e adultos.

Discalculia pode ser detectada em uma idade nova e medidas podem ser tomadas para facilitar o enfrentamento dos problemas dos estudantes mais novos. O problema principal está em compreender que o problema não é a matemática e sim a maneira que é ensinada às crianças. O modo que a dislexia pode ser tratada de usar uma aproximação ligeiramente diferente a ensinar. Entretanto, a discalculia é o menos conhecida destes tipos de desordem de aprendizagem e assim não é reconhecida frequentemente.


Sinais e Sintomas de Discalculia

* Dificuldades freqüentes com os números, confundindo os sinais: +, -, ÷ e x.

* Problemas de diferenciar entre esquerdo e direito.

* Falta de senso de direção (para o norte, sul, leste, e oeste) e pode também ter dificuldade com um compasso.

* A inabilidade de dizer qual de dois números é o maior.

* Dificuldade com tabelas de tempo, aritmética mental, etc.

* Melhor nos assuntos tais como a ciência e a geometria, que requerem a lógica mais que as fórmulas, até que um nível mais elevado que requer cálculos seja necessário.

* Dificuldade com tempo conceitual e julgar a passagem do tempo.

* Dificuldade com tarefas diárias como verificar a mudança e ler relógios analógicos.

* A inabilidade de compreender o planejamento financeiro ou incluir no orçamento, nivelar às vezes em um nível básico, por exemplo, estimar o custo dos artigos em uma cesta de compras.

* Tendo a dificuldade mental de estimar a medida de um objeto ou de uma distância (por exemplo, se algo está afastado 10 ou 20 metros).

* Inabilidade de apreender e recordar conceitos matemáticos, régras, fórmulas, e seqüências matemáticas.

* Dificuldade de manter a contagem durante jogos.

* Dificuldade nas atividades que requerem processamento de seqüências, do exame (tal como etapas de dança) ao sumário (leitura, escrita e coisas sinalizar na ordem direita). Pode ter o problema mesmo com uma calculadora devido às dificuldades no processo da alimentação nas variáveis.

* A circunstância pode conduzir em casos extremos a uma fobia da matemática e de dispositivos matemáticos (por exemplo números).

Jogos Matemáticos para Estimulação da Inteligência nos Distúrbios


Jogos Matemáticos para Estimulação da Inteligência nos Distúrbios

A razão do presente artigo se prende ao fato da necessidade de adquirir prévio conhecimento na área de análise de problemas psicopedagógicos e possibilitar ao aluno da pós-graduação uma visão mais real entre o conhecimento teórico da academia e a prática.

Entendemos que as experiências vividas dentro do cotidiano escolar, que é nosso principal campo de atuação, que complementarão e respaldarão a nossa visão acadêmica.

Este trabalho se volta para as questões de deficiência matemática encontrada em alguns alunos da rede municipal de ensino de Manaus.

Citaremos inicialmente os procedimentos metodológicos aplicados neste artigo. Discorreremos sobre como se dá a discalculia, as causas e conseqüências. Logo após relataremos uma experiência de aplicação de jogos matemáticos na escola com algumas observações e resultados, e finalizaremos com algumas considerações.


Procedimentos Metodológicos

Desenvolvemos esta pesquisa utilizando a observação direta e indireta de alguns alunos que apresentaram dificuldades de aprendizagem da matemática, foram aplicados alguns jogos matemáticos propostos pelo manual do Professor Celso Antunes – Jogos para estimulação das múltiplas inteligências -, com a finalidade de identificar em que grau se encontra tais dificuldades e também realização de entrevistas para posterior acompanhamento psicopedagógico de certos alunos que apresentem discalculia.

Como técnica de pesquisa foi utilizada a observação participante baseada nas leituras de Minayo (1994), que aborda a referida técnica afirmando que,

“A importância dessa técnica reside no fato de podermos captar uma variedade de situações ou fenômenos que não são obtidos por meio de perguntas, uma vez que, observados diretamente na própria realidade, transmitem o que há de mais imponderável e evasivo na vida real.”


disso, Chizzotti (2005) salienta:

“A atitude participante pode estar caracterizada por uma partilha completam duradoura da vida e da atividade dos participantes (...), vivenciando todos os aspectos possíveis (…) das suas ações e dos seus significados. Nesse caso, o observador participa em interação constante em todas as situações, espontâneas e formais, acompanhando as ações cotidianas e habituais, as circunstâncias e sentido dessas ações, e interrogando sobre as razoes e significados dos seus atos.”

Essa técnica busca obter informações sobre a realidade através do contato direto do pesquisador com o fato ou objeto da pesquisa.

Aplicamos as técnicas de coletas de dados os quais foram analisados e comparados com fatos observáveis. Compreendeu também sessões de jogos estimulativos e entrevistas (anamnese inicial e geral) com os pais.

A discalculia e suas causas potenciais

As dificuldade com a linguagem matemática são muito variadas em seus diferentes níveis e complexas em sua origem. Podem evidenciar-se já no aprendizado aritimético básico como, mais tarde, na elaboração do pensamento matemático mais avançado. Embora essas dificuldades possam manifesta-se sem nehuma inabilidade em leitura, há outras que são decorrentes do processamento lógico-matemático da linguagem lida ou ouvida. Também existem dificuldades advindas da imprecisa percepção de tempo e espaço, como na apreensão e no processamento de fatos matemáticos, em suas devida ordem.

Discalculia é definido como uma desordem neurologica específica que afeta a habilidade de uma pessoa de compreender e manipular números. A discalculia pode ser causada por um deficit de percepção visual. O termo discalculia é usado frequentemente ao consultar especificamente à inabilidade de executar operações matemáticas ou aritméticas, mas é definido por alguns profissionais educacionais como uma inabilidade mais fundamental para conceitualizar números como um conceito abstrato de quantidades comparativas.

A discalculia é um impedimento da matemática que apresenta também outras limitações, tais como a introspecção espacial, o tempo, a memória pobre, e os problemas do ortografia. Há indicações de que é um impedimento congenito ou hereditário, com um contexto neurologico. Ela (a discalculia) pode atingir crianças e adultos.

A discalculia apresenta alguns sintomas potencias:

• Dificuldades freqüentes com os números, confundindo os sinais ( +, -, ÷ , x).

• Problemas de diferenciar entre esquerdo e direito.

• Falta de senso de direção (para o norte, sul, leste, e oeste) e pode também ter dificuldade com um compasso.

• A inabilidade de dizer qual de dois numeros é o maior.

• Dificuldade com tabelas de tempo, aritmética mental, etc.

• Melhor nos assuntos tais como a ciência e a geometria, que requerem a lógica mais que as fórmulas, até que um nível mais elevado que requer cálculos seja necessário.

• Dificuldade com tempo conceitual e julgar a passagem do tempo.

• Dificuldade com tarefas diárias como verificar a mudança e ler relógios analógicos.

• A inabilidade de compreender o planejamento financeiro ou incluir no orçamento, nivela às vezes em um nível básico, por exemplo, estimar o custo dos artigos em uma cesta de compras.

• Tem dificuldade mental de estimar a medida de um objeto ou de uma distância.

• Inabilidade em apreender e recordar conceitos matemáticos, régras, fórmulas, e seqüências matemáticas.

• Dificuldade de manter a contagem durante jogos.

• Dificuldade nas atividades que requerem processar seqüencias (etapas de dança), sumário (leitura, escrita, sinalizar na ordem direita). Pode ter problema mesmo com uma calculadora, devido às dificuldades no processo da alimentação nas variáveis.

• A circunstância pode conduzir em casos extremos a uma fobia da matemática e de dispositivos matemáticos (por exemplo números).

Os cientistas procuram ainda compreender as causas da discalculia, e para isso têm investigado em diversos domínios.

Causas potenciais:

• Neurologico: a discalculia foi associada com os lesões ao supramarginal e os giros angulares na junção entre os lóbulos temporal e parietal do cortex cerebral.

• Deficits na memória trabalhando: a memória trabalhando é um fator principal na adição mental. Desta base, Geary conduziu um estudo que sugerisse que era um deficit de memória para aqueles que sofreram de discalculia. Entretanto, os problemas trabalhando da memória são confundidos com dificuldades de aprendizagem gerais, assim os resultados de Geary não podem ser específicos ao discalculia mas podem refletir um deficit de aprendizagem maiores.

Outras causas podem ser:

• Um quociente de inteligência baixo (menos de 70, embora as pessoas com o IQ normal ou elevado possam também ter discalculia).

• Um estudante que tem um instrutor cujo o método de ensinar a matemática seja duro de compreender para o estudante.

• Memória a curto prazo que está sendo perturbada ou reduzida, fazendo-a difícil de recordar cálculos.

• Desordem congenita ou hereditaria.

• Uma combinação destes fatores.

A Inteligência lógico-Matemática

A teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner aponta sete inteligências encontradas na raça humana: a inteligência lingüistica, a inteligência lógico-matemática, a inteligência musical, a inteligência corporal-cinestésica, a inteligência espacial, a inteligencia interpessoal e a inteligência intrapessoal (Gardner, 1995, p. 15).

No entanto trataremos neste artigo apenas da inteligencia lógico-matemática cuja queixa de discalculia tem uma maior relação.

A manifestação da inteligencia lógico-matemática acontece devido a facilidade na interpretação de cálculos e na percepção dos espaços e figuras geométricos, na capacidade de abstrair situações lógicas e problemáticas.

Antunes (1998) aborda que:

“Da mesma forma que a inteligência lingüística, essa competência não se abre apenas para pessoas letradas e, assim, muitas pessoas simples ou até analfabetas, como muitos “mestres-de-obras”, percebem a geometria nas plantas que encaram ou nas paredes que sabem erguer (...) Um aluno entenderá melhor os números as operações matemáticas e os fundamentos da geometria se puder torná-los palpáveis. Assim, materiais concretos como moedas, pedrinhas, tampinhas, conchas, blocos, caixas de fósforos, fitas, cordas e cordões fazem as crianças estimularem se raciocínio abstrato.”


Considerando essa estratégia de como estimular a inteligência lógico-matemática através de jogos com a utilização de matérias de fácil aquisição (garrafas pets, madeira, fitas, jogos, quebra-cabeça etc), aproveitamos para “reciclar” a criatividade do educador/aplicador uma vez que, como argumenta Celso Antunes, a coordenação manual parece ser a forma como o cérebro busca materializar e operacionalizar os símbolos matemáticos. (Antunes, 1998, p.71).


“A criança que manuseia os objetos, classificando-os em conjuntos, que abotoa sua roupa e percebe simetria, que amarra seu sapato e descobre os percursos do cadarço, mas também a que “arruma” sua mesa ou sua mochila está construindo relações, ainda que não seja a mesma lógica que “faz sentido ao adulto”. Para jogos voltados para essa inteligência, propomos como linhas de estimulação: jogos para fixar a conceituação simbólica das relações numéricas e geométricas e que, portanto, abrem para o cérebro as percepções do “grande” e do “pequeno”, do “fino” e do “grosso”, do “largo” e do “estreito”,o “alto” e do “baixo”.


Baseados, então, nessas premissas, introduzimos algumas dessas atividades em um aluno da rede municipal dentro da seguinte sistemática:


Jogo dos cubos e das garrafas

Inicialmente procuramos deixar a criança a vontade e descontraída realizando algumas perguntas para quebrar o gelo. Em seguida deixamos á disposição da criança algumas folhas de papel, caneta e lápis coloridos para realização de desenhos.

Foi-lhe entregue algumas garrafas de plásticos de tamanhos bem diferentes e alguns cubos de madeira coloridos e pedido para que ela enfileirasse os objetos sem observar regras. E depois foi solicitado que separasse as garrafas maiores das menores, comparando os tamanhos e verbalizando os conceitos de “grande” e “pequeno”.

Foi observado que a criança inicialmente mostrou-se desconfiada, mas em seguida realizou as tarefas, organizando as garrafas em ordem crescente - da menor para a maior. E Com relação aos cubos, ela colocou o maior na base e os menores em cima dele.

Esta atividade visava verificar as noções de tamanho (grande/pequeno) e a capacidade de percepção espacial e a atenção da criança.



Jogo das garrafas coloridas

Selecionamos oito garrafas de plástico de medidas diferentes, a 1ª com 15 cm de altura, as outras com 12,5 cm, 10 cm, 7 cm, 5,25 cm, 4,0 cm e 3,5 cm com acabamento de fitas colantes nas beiradas.

A criança teve que ordenar as garrafas em tamanho, agrupando as de tamanhos quase iguais ou diferentes, ordenando-as em fileiras, da menor para a maior e da maior para a menor.

Mesmo havendo um pouco de demora na arrumação das garrafas, a tarefa foi realizada sem problemas; a criança comparava os tamanhos e ordenava conforme solicitado (da maior para a menor, juntar as pequena separando das maiores, etc). Esta atividade tinha como objetivo verificar as noções de tamanho (maior/menor) e estimular a coordenação motora e a contagem.



Jogo de dominó
Colocamos a disposição da criança um jogo de dominó.

A criança teve que ordenar as peças de acordo com a numeração de bolinhas contidas nas extremidades, utilizando as regras do dominó. À medida que é apresentada uma peça o aluno teve que colocar a correspondente.

A criança apresentou inicialmente certa dificuldade em entender o jogo e em colocar a peça adequada conforme o número de bolinhas da outra peça.

Depois de ensinado o jogo e dado exemplos, a criança executou a atividade de forma satisfatória se mostrando interessada pelo jogo.

Esta atividade visava desenvolver a percepção do sistema de numeração e estimular a associabilidade, a noção de seqüência e a contagem.


Botões matemáticos

Separamos botões de várias cores e tamanhos, selecionados por cores e tamanhos. 15 botões brancos, outros tantos azuis e assim por diante.

A criança foi orientada a separar botões por tamanhos, na quantidade solicitada, utilizando barbante e folha de papel.

Embora a criança colocasse os botões nas quantidades corretas no barbante, ela não conseguia relacionar com os termos “dúzia” e “dezena”.

Esta atividade permitiu identificar, com facilidade se a criança domina as noções de “meia dúzia”, “uma dúzia”, “uma dezena” e levar o aluno à descoberta de que duas “meias dúzias” formam uma “dúzia”.

Teve como objetivo desenvolver a habilidade de compreensão de sistemas de numeração, a coordenação motora e a orientação espacial.

Resultados das atividades lógico-matemáticas

Consideramos importante explicar para os pais como se processou a aplicação dos testes realizados na criança, bem como os objetivos de cada um deles. Informamos que a criança apresentou algumas dificuldades durante a realização de alguns dos testes, mas que fazia parte do processo de maturação da criança, porém não foi possível fechar um diagnóstico definitivo.

Apesar de os trabalhos terem sido realizados em um curto espaço de tempo e também da carência de diagnósticos de outros profissionais, relatamos aos pais que a criança, possivelmente, apresenta um grau de abstração razoável, mas que se estimulada de forma adequada ela pode alcançar resultados satisfatórios com relação à queixa de discalculia.

Para uma abordagem mais especifica foi explicado que seria necessário observar a criança em sala de aula e uma entrevista detalhada com os professores, e também, de um diagnostico neurológico para verificar possíveis danos de ordem cognitiva.

Há necessidade de um acompanhamento mais aproximado dos professores e da equipe pedagógica da escola no que se refere ao processo de ensino-aprendizagem.

Após conversarmos com os pais perguntamos à criança o que ela achou das atividades realizadas e depois explicamos para ela também cada etapa e a sua finalidade. Procuramos incentivá-la, alertando da importância da matemática para nossa vida, pois em todo o tempo estaremos fazendo contagens, somando, subtraindo, resolvendo problemas, entre outras coisas. Mostramos os avanços dela e as suas potencialidades, o seu desenvolvimento e suas capacidades.


Considerações finais

Mesmo sendo uma pequena prática de observação/avaliação diagnóstica, foi muito importante e relevante a sua aplicação para uma melhor compreensão da realidade do psicopedagogo institucional a fim de socializar os conhecimentos disponíveis, promover o desenvolvimento cognitivo e construir um espaço para que todos aqueles que participam da escola compreendam como e porque ela é um espaço de construção do conhecimento. (Rezende, 2007, p.46)

Pois é durante o processo de diagnóstico que o futuro psicopedagogo se desenvolve enquanto profissional.


Segundo Bassedas (1996),

“o diagnóstico psicopedagógico é um processo no qual é analisada a situação do aluno com dificuldade dentro do contexto de escola e de sala de aula, com a finalidade de proporcionar aos professores orientações e instrumentos que permitam modificar o conflito manifestado.”
Nesse prisma que envolve o cabedal teórico com a práxis, e deixando as dimensões da Faculdade para entrarmos no campo de atuação, que conseguimos vislumbrar a importância desse profissional dentro da educação, cujo papel principal é trabalhar com as dificuldades do aprendente a fim de investigar, avaliar, diagnosticar e orientar os professores na melhor forma de ajudar, em sala de aula, aquele aluno com dificuldades de aprendizagem para uma possível diminuição ou mesmo extinção de tais problemas.



Referencias bibliográficas



ANTUNES, Celso. Jogos para estimulação das Múltiplas Inteligências. Petrópolis, RJ Editora Vozes, 1998.

CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. 7. ed. São Paulo: Cortez, 2005.

GARDNER, Howard. Inteligências múltiplas: a teoria na pratica. Porto Alegre: Artes Médicas (aRTmED), 1995.

MINAYO, Maria Cecília de Souza (org.). Pesquisa Social: teoria, método e criatividade. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.

REZENDE, Mara Regina Kossoski Felix. Diagnóstico e avaliação psicopedagógica. Manaus: FSDB, 2007.

Site da Internet:http://pt.wikipedia.org/wiki/Discalculia, visitado em 11/06/2007.


Ao usar este artigo, mantenha os links e faça referência ao autor:

Jogos Matemáticos Para Estimulação Da Inteligência Nos Distúrbios De Discalculia publicado 16/08/2007 por Celso Rodrigues Cardoso Filho em http://www.webartigos.com


Fonte: http://www.webartigos.com/articles/2067/1/Jogos-Matemaacuteticos-Para-Estimulaccedilatildeo-Da-Inteligecircncia-Nos-Distuacuterbios-De-Discalculia/pagina1.html#ixzz0xkoXSSwl



Fonte de pesquisa:  http://www.webartigos.com/articles/2067/1/Jogos-Matemaacuteticos-Para-Estimulaccedilatildeo-Da-Inteligecircncia-Nos-Distuacuterbios-De-Discalculia/pagina1.html#ixzz0xknInpAp